Marketing Jurídico no Brasil e na Europa: desafios e oportunidades

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Marketing Jurídico no Brasil e na Europa: desafios e oportunidades | JuristasAlice Castanheira

Não é de hoje que os advogados questionam, reclamam e defendem regras mais acessíveis e, em muitos casos, até mais liberais para o marketing jurídico ou para a publicidade digital na advocacia. Não importa o país, o desafio é sempre buscar mais e novos clientes. Mas uma coisa é certa: quem não é visto não é lembrado. Por isso, ter um posicionamento de branding, autoridade profissional e presença digital são indispensáveis para todo e qualquer advogado no Brasil ou na Europa.

O marketing jurídico é prática constante e essencial nos escritórios de advocacia com o objetivo de ajudar no posicionamento estratégico no mercado e na prospecção de clientes. Trata-se de uma atividade regulamentada em vários países, inclusive no Brasil e boa parte da Europa, que determina o limite da publicidade que pode ser praticada pelos advogados.

Na prática, o marketing jurídico é a área da comunicação destinada aos profissionais da área jurídica com o intuito de conquistar um espaço no meio virtual ou presencial para alcançar objetivos do exercício da advocacia como buscar uma reputação e autoridade para o advogado e seu escritório de advocacia.

Em vários países, já não é mais possível ver a prática da advocacia sem o marketing jurídico. Isso porque o mercado está cada vez mais competitivo e exige dos profissionais do Direito muito mais do que conhecimento técnico e processual. O “profissional da advocacia” deste século precisa ter noções de gestão, finanças, estratégia, planejamento empresarial, mundo digital e até de Inteligência Artificial (IA). Ou seja, o escritório de advocacia deve ser tratado, em tese, como uma empresa com metas gerais e específicas de atuação e métricas de produtividade.

Mas, como fazer marketing jurídico ético e profissional tendo de atender clientes, redigir processos, fazer audiência e reuniões tudo ao mesmo tempo?

No Brasil ou na Europa, a advocacia enfrenta desafios semelhantes. A concorrência cada vez maior e a necessidade de se diferenciarem num mercado competitivo sem burlar as regras de publicidade – principalmente no ambiente digital – definidas pelos órgãos regulatórios da advocacia fazem do marketing jurídico uma ferramenta essencial para o presente, e muito mais para o futuro. No entanto, vale ressaltar que as diferenças nas legislações locais exigem que advogados e escritórios de advocacia se adaptem a contextos distintos, especialmente quando se trata de plataformas digitais e práticas de publicidade com ética e responsabilidade.

O avanço da Inteligência Artificial (IA), o surgimento de startups jurídicas e até o advento das redes sociais cobram do advogado do futuro uma visão mais ampla para o exercício da advocacia. E, neste sentido, é que o marketing jurídico deixa de ser supérfluo e torna-se cada vez mais necessário.

Não importa o país, o marketing jurídico já é uma realidade e deveria ser ensinado nos bancos das faculdades junto com técnicas de administração e gestão jurídica. O marketing jurídico está em expansão, principalmente no que diz respeito à presença digital, e a busca por reputação e autoridade no mercado deve ser foco de todo e qualquer profissional do Direito.

O advogado ou escritório de advocacia sem presença digital está fadado ao esquecimento. Claro que a tradicional indicação por parte de clientes, parceiros e conhecidos nunca sairá de moda. Mas, ter um site moderno no formato responsivo com blog e SEO, redes sociais institucionais, fazer anúncios (ADS) no Google, Meta e outras plataformas digitais, ter um serviço especializado de assessoria de imprensa jurídica e o uso de produtos digitais já não são mais considerados gastos supérfluos. São, na verdade, investimentos necessários e básicos numa sociedade cada vez mais digital.

Mas nada disso importa se não tiver uma estratégia de marketing, ou seja, se não houver um planejamento de posicionamento de marca (branding) jurídica e pessoal. Fazer por fazer é perder dinheiro. É preciso saber onde, como e em quanto tempo pretende se atingir os objetivos com vista a gerar mais clientes e, consequentemente, com vistas a alcançar o retorno financeiro tão desejado pela maioria dos advogados.

Na maior parte dos países, as oportunidades no marketing jurídico são amplas, mas é fundamental que as estratégias respeitem as normas éticas, garantindo uma comunicação transparente e honesta com os clientes.

Na União Europeia ou no Brasil, a adaptação à legislação digital e a regulamentação de novas plataformas, como as redes sociais e a publicidade paga, são questões importantes para o futuro da publicidade e do mercado jurídico.

A personalização do conteúdo e a estratégia de inbound marketing, com base na criação de conteúdos educacionais e informativos, já é uma realidade. Em tese, com bom senso e ética, muita coisa pode (e deve) ser feita! Se você não investe em comunicação jurídica, cuidado! O seu concorrente pode estar aparecendo mais do que você e, consequentemente, conquistando novos clientes (e até os seus!).

Por isso, mãos à obra!

Lembre-se: num mundo cada vez mais digital, quem não é visto não é lembrado e, muitas vezes, nem respeitado.

 

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Alice Castanheira
Alice Castanheira
Alice castanheira Profissional com mais de 32 anos de experiência em Comunicação. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, pós-graduada em Gestão de Redes Sociais pela PUC de São Paulo. Advogada formada em Direito pela Faculdade Integradas de Guarulhos (FIG-UNIMESP) e pós-graduada em Direito Previdenciário pela Escola Paulista de Direito (EPD). Já foi assessora de comunicação na Prefeitura de São Paulo, no Governo de São Paulo, no Sebrae-SP, no Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo (2ª Região) e atuou como editora executiva de economia dos jornais Diário Popular, Diário de S. Paulo e no Infoglobo. É membro da Comissão de Marketing Jurídico da OAB de Santo Amaro (SP) e da Comissão da Mulher da OAB do Rio de Janeiro.

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