Justiça extingue ações contra Hurb por falta de bens e frustra consumidores

Data:

Empréstimo Consignado - Caixa Econômica Federal
Créditos: utah778 / iStock

Consumidores que adquiriram pacotes promocionais da Hurb, antiga Hotel Urbano, continuam enfrentando dificuldades para reaver valores pagos, mesmo após decisões judiciais favoráveis. Isso porque diversas ações em fase de execução vêm sendo encerradas pela impossibilidade de localizar bens da empresa para penhora.

Ao extinguir recentemente quatro processos, o juiz Eduardo Kenji Yamamoto, da comarca de Mogi das Cruzes (SP), destacou que há “milhares de execuções frustradas” envolvendo a empresa. Segundo o magistrado, todos os meios legais para tentar satisfazer as dívidas já foram esgotados, o que impede a continuidade das cobranças judiciais. “Infelizmente, não há nada que o Judiciário possa fazer em nível individual”, afirmou.

A Hurb, que atuava desde 2011 com a venda de pacotes de viagem sem data definida — modelo que prometia reduzir custos —, acumula uma dívida estimada em mais de R$ 100 milhões com clientes em todo o país.

Um dos casos envolve uma empresária que comprou, em 2021, um pacote para Punta Cana, na República Dominicana, por cerca de R$ 16 mil. Após sucessivos adiamentos da viagem, ela solicitou o cancelamento e obteve decisão favorável para restituição do valor. No entanto, a tentativa de bloqueio de contas da empresa não encontrou recursos, levando à extinção do processo com base na Lei nº 9.099/1995.

Situações semelhantes têm se repetido com frequência. Em um único dia, ao menos 13 ações foram encerradas na Justiça paulista pelo mesmo motivo. Apesar disso, os consumidores ainda podem recorrer das decisões.

Em raros casos, clientes conseguem recuperar os valores, como quando há identificação de recursos vinculados a empresas relacionadas à Hurb.

Em sua defesa, a empresa sustenta que sempre atuou de acordo com os termos contratuais, ressaltando que as datas das viagens eram flexíveis e não garantidas. Alega ainda que não cometeu irregularidades.

O cadastro da empresa foi cancelado pelo Ministério do Turismo em abril do ano anterior, impedindo-a de operar no setor.

(Com informações do UOL por Rogério Gentile)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF retoma julgamento sobre uso da metragem dos imóveis no cálculo do IPTU

O STF retomou a análise de recurso apresentado por Chapecó (SC) contra decisão que considerou inconstitucional a definição da alíquota do IPTU com base na área construída do imóvel. O julgamento pode repercutir sobre legislações municipais, critérios de tributação e pedidos de restituição, além de suscitar debates sobre segurança jurídica e eventual modulação dos efeitos da decisão.

Músico é condenado nos EUA por fraude em streaming com músicas geradas por IA

Um músico da Carolina do Norte foi condenado nos Estados Unidos a 18 meses de prisão por participar de uma fraude em plataformas de streaming utilizando músicas geradas por inteligência artificial e robôs para aumentar artificialmente as reproduções. A Justiça determinou ainda dois anos de liberdade supervisionada e o confisco de mais de US$ 8 milhões.

OpenAI interrompe lançamento de novo sistema de IA diante de preocupações com segurança

A OpenAI adiou o lançamento do modelo GPT-6.1 Astra após identificar que o sistema não havia atingido os padrões de segurança estabelecidos pela empresa. O modelo possui capacidade para executar tarefas de forma autônoma. A decisão ocorre em meio a incidentes envolvendo agentes de IA e ao aumento do debate sobre segurança, supervisão independente e regulamentação dessas tecnologias.

Justiça dos EUA rejeita ações contra Google por supostas práticas anticompetitivas com IA

A Justiça Federal dos Estados Unidos rejeitou ações movidas pela Chegg e pela Penske Media contra o Google. As empresas alegavam que recursos de inteligência artificial utilizados no mecanismo de busca estariam reduzindo o tráfego e as receitas de seus sites e configurando práticas anticompetitivas.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo