Vítima desmascara golpista que usava sua identidade durante audiência virtual

Data:

Ambiental: TRF2 condena empresário por extração ilegal de areia
Créditos: beeboys / Shutterstock.com

Uma mulher conseguiu expor uma estelionatária que utilizava sua identidade durante uma audiência virtual na Bahia. O caso veio à tona após a vítima descobrir que processos judiciais estavam sendo movidos em seu nome sem seu conhecimento.

Adriana Araújo identificou diversas ações contra instituições bancárias registradas com seus dados, mas que não haviam sido propostas por ela. Segundo apurado, a suspeita ajuizava processos se passando pela vítima, alegando ter sofrido golpes para tentar obter indenizações.

Durante uma das audiências virtuais, Adriana conseguiu acessar a sessão e se deparou com a pessoa que utilizava sua identidade. Ao notar a duplicidade de participantes com os mesmos dados, a juíza foi informada pela própria vítima, que afirmou ser a verdadeira titular. Diante da situação, a suspeita deixou imediatamente a sala virtual.

A autora da fraude ainda não foi identificada. A Polícia Civil da Bahia conduz investigações, enquanto Adriana já registrou diversos boletins de ocorrência relacionados ao uso indevido de seus dados.

A vítima relatou que percebeu o golpe inicialmente ao constatar irregularidades em sua conta bancária, quando deixou de receber seu salário. Após apuração, verificou que havia sido feita uma portabilidade indevida em seu nome, com utilização de documentos verdadeiros, mas assinatura falsa.

Apesar de ter conseguido recuperar parte dos prejuízos financeiros por via judicial, Adriana ainda enfrenta desdobramentos do uso indevido de sua identidade. O Tribunal de Justiça da Bahia informou que adotou medidas para identificar o acesso utilizado pela golpista e avançar nas investigações.

(Com informações do UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

BASF processa Apple nos EUA por suposta violação de patente de tecnologia de reconhecimento facial

A BASF, por meio da unidade trinamiX, processou a Apple nos Estados Unidos por suposta violação de patentes relacionadas a uma tecnologia de autenticação facial. A empresa alemã afirma ter desenvolvido, ao longo de cerca de dez anos, uma solução destinada a aumentar a segurança do reconhecimento facial contra fraudes com fotografias, máscaras 3D e réplicas de silicone. A ação envolve a utilização da tecnologia em modelos de iPhone e iPad e poderá resultar em responsabilização da Apple caso seja reconhecida a violação das patentes.

Justiça da Paraíba determina bloqueio nacional de plataformas de apostas da Pixbet

A Justiça da Paraíba determinou a suspensão e o bloqueio, em todo o território nacional, das plataformas de apostas operadas pela Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda., incluindo Pixbet, GanheiBet, antiga Flabet e Bet da Sorte. Segundo a decisão, a empresa teria descumprido ordem judicial anterior que condicionava a retomada das atividades à comprovação de mecanismos eficazes para impedir apostas realizadas por crianças e adolescentes.

Idioma influencia consumo de tokens e experiência com inteligência artificial

Os tokens, utilizados por sistemas de inteligência artificial para processar informações, passaram a ter relevância além do funcionamento técnico dos modelos. A quantidade de tokens pode influenciar custos, limites de uso, capacidade de processamento e produtividade. O avanço da tecnologia também levou a discussões sobre a utilização dessa métrica para avaliar atividades econômicas e até criar mecanismos de tributação relacionados à IA, embora especialistas questionem se o volume de tokens é capaz de representar adequadamente impactos como substituição de trabalho humano.

TSE deve definir limites para uso de deepfakes nas eleições e critérios para punições

O TSE analisa critérios para definir o que caracteriza deepfake eleitoral e quais punições poderão ser aplicadas pelo uso irregular de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O debate envolve especialmente vídeos e áudios com elevado grau de realismo e potencial para confundir o eleitor, além da diferenciação entre deepfakes e manifestações claramente fictícias, como memes, caricaturas e conteúdos satíricos.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo