Modelo de ação de divórcio litigioso sem partilha bens e filhos

Data:

Divórcio
Créditos: InesBazdar / Shutterstock.com

AO DOUTO JUÍZO DA ____ª VARA DE FAMILIA DA COMARCA DE ________- UF.

 

(MODELO EDITÁVEL DE AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO SEM PARTILHA DE BENS E SEM FILHOS)

(NOME, QUALIFICAÇÃO, CPF, RG, PROFISSÃO, ENDEREÇO DO CÔNJUGE REQUERENTE DO DIVÓRCIO E E-MAIL) vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seus advogados devidamente constituídos, com o fulcro no §6º do art. 226 da Constituição Federal de 1988 (CF/88) e com o devido respeito, propor  

AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO

em face de (NOME, QUALIFICAÇÃO, CPF, RG, PROFISSÃO, ENDEREÇO DO CÔNJUGE REQUERIDO DO DIVÓRCIO E E-MAIL) pelos fatos e argumentos a seguir expostos.

1. DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

Inicialmente, requer a parte autora que lhe seja concedido o benefício da justiça gratuita, em razão do fato de não possuir recursos suficientes para custear o processo, sem que comprometam o sustento próprio e de sua família, visto que não possui condições de arcar com as custas judiciais, sem que isso lhe prejudique a sua subsistência mínima, sendo pobre na forma da lei.
De efeito, o pedido ora posto encontra respaldo nas cláusulas pétreas esculpidas nos incisos XXXIV e LXXIV, ambos do Artigo 5º da Carta Magna e no Artigo 98 do Código de Processo Civil, que garantem o acesso gratuito ao Poder Judiciário, o qual dispõe:
“a parte gozará dos benefícios da assistência judiciária, mediante simples afirmação, na própria petição inicial, de que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família”.
Artigo. 98.  A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios têm direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.

2. DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/MEDIAÇÃO

O Requerente pleiteia, com fulcro no art. 319, inciso VII, do CPC, que seja realizada audiência de autocomposição, comprometendo-se a parte Autora a comparecer na referida audiência. (SE HOUVER NECESSIDADE DE AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/MEDIAÇÃO)

3. DOS FATOS

● Do casamento e da separação de fato:

O requerente contraiu matrimônio com a requerida em XX/XX/XXXX sob o Regime de Comunhão parcial de bens, conforme documentação em anexo – certidão de casamento.

Ocorre que a convivência se tornou intolerável, ocasião em que o casal está separado de fato desde (inserir aqui quando houve separação de fato). Em XX/XX/XXXX, quando a promovida deixou a cidade de XXX (onde o casal residia), ocasionou a saída da mesma da residência do casal, estando a parte XXX residindo sozinho. Com isto, ambos já demonstraram que não existe a possibilidade de reconciliação.

● Dos bens

O casal não possui bens móveis ou imóveis suscetíveis de partilha, uma vez que não fora adquirido nenhum bem pelo casal.

● Dos filhos

Da constância do casamento não advieram filhos.

● Da pensão alimentícia entre os cônjuges

O requerente dispensa alimentos em seu favor. Em face da sua impossibilidade financeira, deixa de ofertar pensão em favor do cônjuge virago, pessoa esta que possui aptidão para o trabalho e não faz jus a semelhante provisão.

● Do nome

Nessa ocasião o cônjuge varão não alternou seu nome por ocasião do matrimônio, todavia houve alteração no nome de solteira da requerida, quando à época se chamava (NOME COMPLETO DA REQUERIDA).

4. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS

A pretensão do cônjuge quanto à dissolução do casamento, encontra-se fundamentada no § 6º do artigo 226 da Constituição Federal de 1988, in verbis:

Art. 226. (…)

§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010) (grifo nosso)

Segundo Maria Helena Diniz, o divórcio é a dissolução de um casamento válido, ou seja, a extinção do vínculo matrimonial, que se opera mediante sentença judicial, habilitando as pessoas a convolar novas núpcias:

[…] o divórcio é a dissolução de um casamento válido, ou seja, a extinção do vínculo matrimonial, que se opera mediante sentença judicial, habilitando as pessoas a convolar novas núpcias.

Com a modificação introduzida pela Emenda Constitucional nº 66, de 13 de julho de 2010, que dá nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos, ampara a pretensão da autora.

Segundo o entendimento de Maria Berenice Dias:

Ao ser excluída a parte final do indigitado dispositivo constitucional, desapareceu toda e qualquer restrição para a concessão do divórcio, que cabe ser concedido sem prévia separação e sem o implemento de prazos. A partir de agora a única ação dissolutiva do casamento é o divórcio que não mais exige a indicação da causa de pedir. Eventuais controvérsias referentes a causa, culpa ou prazos deixam de integrar o objeto da demanda.

Com isso, o divórcio converter-se-á na única medida dissolutiva do vínculo e da sociedade conjugal, não persistindo mais a tradicional dualidade tipológica em divórcio direto e indireto.

Diante de todo exposto, temos que a nova emenda abraça, mais do que nunca, a perspectiva socioafetiva e demonista do Direito de Família, para permitir que os integrantes de uma relação frustrada possam partir para outros projetos de vida.

DOS PEDIDOS E DOS REQUERIMENTOS

Ante o exposto, pede e requer:

1. Os benefícios da justiça gratuita, vez que se declara pobre no sentido jurídico do termo, conforme declaração em anexo;
2. A citação da requerida para comparecer à audiência de tentativa de autocomposição, a partir do que, querendo, poder vir contestar o presente pedido, sob pena de revelia e confissão ficta, quanto à matéria de fato;
3. Ao fim, julgar pela procedência do pedido principal, para que seja decretado o divórcio do casal, observando os termos da presente exordial;
4. Expedir, após o trânsito em julgado, os competentes mandados de averbação e de inscrição da sentença ao cartório de registro civil competente, para que proceda às alterações necessárias junto ao assento do casamento das partes, com isenção de custas;
5. Decidir pela condenação da acionada ao pagamento das verbas de sucumbência, isto é, honorários advocatícios, estes na base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em Direito permitido, especialmente juntada atual e posterior de documentos, perícias, vistorias, depoimento pessoal da ré sob efeitos de confissão e demais meios probatórios que se fizerem necessários ao andamento e julgamento do feito, tudo, de logo, requerido.
Dá à causa o valor de R$ XXXXX,XX (valor por extenso).
Nestes Termos,

Pede e espera deferimento.

Local – UF, data do protocolo eletrônico.

ADVOGADO

OAB:XXX

ROL DE TESTEMUNHAS:

1. NOME, RG, CPF, endereço residencial, profissão.
2. NOME, RG, CPF, endereço residencial, profissão.
3. NOME, RG, CPF, endereço residencial, profissão.

ROL DE DOCUMENTOS:

1) Declaração de Hipossuficiência;
2) Declaração de imposto de renda (3 últimos anos) ou extrato bancário (3 últimos meses) para gratuidade de justiça;
3) RG, CPF e comprovante de residência do requerente;
4) RG, CPF e comprovante de residência do requerido;
5) Certidão de casamento;
6) Documentos relacionados aos bens se houver
Divórcio
Lei do Divórcio 1977 | Crédito: Krivinis – Istock
Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Modelo – Petição – WhatsApp – Ação de Obrigação de Fazer c/c Danos Morais e Materiais – Reativação de Conta Bloqueada Indevidamente

O Autor é titular do número +55 [DDD] [número], utilizado diariamente para contato pessoal e atividades profissionais/comerciais. Em [data], ao abrir o aplicativo, deparou-se com a mensagem: “Sua conta foi banida. Contate o suporte para obter ajuda.” Desde então, permanece impedido de acessar seus chats, grupos, clientes e histórico, sofrendo grave prejuízo em sua rotina e imagem.

Modelo – Pedido de Habilitação

Segue um modelo de petição com pedido de habitação...

Modelo – Ação de Indenização por Extravio de Bagagem em Voo Internacional

EXORDIAL DE AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR EXTRAVIO DE BAGAGEM...

Modelo de Recurso Adesivo

O autor, agora recorrente adesivo, iniciou ação de procedimento ordinário contra o réu, buscando reparação por dano moral devido ao falecimento de seu filho em uma casa noturna. O réu foi condenado em primeira instância a pagar uma indenização por danos morais ao autor/recorrente adesivo, fixada em ___ (__________) salários mínimos, totalizando R$ ______,__ (__________ reais).

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo