Adepol questiona no STF lei do RJ que impede delegados de comandar forças ostensivas

Data:

omissão
Créditos: Fabrika Cr | iStock

A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7895) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra um trecho da Lei estadual nº 11.003/2025, do Estado do Rio de Janeiro, que impede delegados de polícia de exercer cargos de chefia em forças voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário.

O processo foi distribuído ao ministro Flávio Dino, que solicitou informações ao governador do Rio de Janeiro e ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

De acordo com a Adepol, a norma impõe restrição “geral e abstrata” ao impedir que delegados exerçam funções de comando, em desacordo com a Lei federal nº 13.675/2018, que trata da organização e do funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A entidade sustenta que a legislação estadual extrapola a competência constitucional dos estados e viola a autonomia funcional dos delegados.

A associação argumenta ainda que a lei federal prevê a integração entre os órgãos de segurança pública, permitindo que operações conjuntas e planejadas em equipe possam ter caráter ostensivo, desde que respeitadas as atribuições específicas de cada instituição.

Para a Adepol, a proibição criada pela norma fluminense prejudica a cooperação entre as forças de segurança e contraria os princípios de integração e eficiência que orientam o Susp.

(Com informações do STF)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo