Advogada e sargento da PM são presos por liderar esquema de extorsão com agressões violentas em Luziânia

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Estado da Paraíba indenizará família de preso morto no presídio
Créditos: Gerasimov174 | iStock

A advogada Tatiane Meireles e o marido, o sargento da Polícia Militar de Goiás Herbert Francisco Póvoa, foram presos em Luziânia (GO) sob suspeita de comandar um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão que teria movimentado mais de R$ 7 milhões em dois anos. Segundo a Polícia Civil, o grupo cobrava dívidas mediante juros abusivos, ameaças, agressões físicas e tortura psicológica.

As prisões integram a Operação Mão de Ferro, deflagrada na sexta-feira (28) pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Luziânia, da 5ª DRP. A ação contou com apoio da PM/GO e cumpriu nove mandados de prisão, além de mais de dez ordens de busca e apreensão em endereços ligados ao esquema. Todos os detidos passaram por audiência de custódia no sábado (29) e seguem presos.

Imagens mostram agressões

As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e métodos sistemáticos de intimidação. Entre os materiais apreendidos, estão vídeos em que Tatiane e o marido aparecem durante cobranças violentas, agradecendo pelo dinheiro obtido e pedindo que ele “se multiplicasse”. Em uma das gravações, a advogada é vista agredindo um homem com um cassetete.

Segundo o jornal A Opção, Tatiane presidia desde agosto a Comissão de Direitos Humanos da OAB de Luziânia, mas foi afastada após divulgação das imagens.

OAB-GO abre procedimento disciplinar

Em nota, a OAB/GO repudiou o suposto envolvimento da advogada, classificou o comportamento como incompatível com os princípios éticos da profissão e informou ter instaurado procedimento ético-disciplinar. A subseção de Luziânia determinou seu afastamento preventivo das funções institucionais.

PM reforça que não tolera desvios

A Polícia Militar de Goiás também divulgou comunicado, afirmando que colaborou integralmente com a operação e que não compactua com condutas ilícitas. A corporação informou que medidas administrativas já foram adotadas e que continuará auxiliando na apuração dos fatos.

(Com informações do Migalhas)

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