Comissão da Câmara aprova programa para ampliar presença feminina no Sistema de Justiça

Data:

juíza
Créditos: Wavebreakmedia | iStock

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui o Programa Nacional de Promoção da Igualdade entre Mulheres e Homens nas Carreiras do Sistema de Justiça. A proposta busca ampliar a presença feminina em cargos de liderança, funções de tomada de decisão e carreiras jurídicas estratégicas.

O texto aprovado estabelece diretrizes voltadas à promoção da igualdade de oportunidades no ingresso, permanência e ascensão profissional de mulheres na magistratura, no Ministério Público, na Defensoria Pública e em outros órgãos que integram o sistema de Justiça.

Entre as medidas previstas estão o incentivo à adoção de ações afirmativas em concursos públicos, a criação de programas de apoio acadêmico e concessão de bolsas de estudo para estudantes de Direito, além da oferta de cursos de capacitação voltados à formação de lideranças femininas.

A proposta também prevê a implementação de programas de mentoria e redes de apoio profissional, bem como a adoção de protocolos institucionais obrigatórios para prevenção e combate ao assédio e à discriminação de gênero no ambiente de trabalho.

O colegiado aprovou o substitutivo apresentado pela relatora, a deputada Rogéria Santos, ao Projeto de Lei 3415/25, de autoria do deputado Amom Mandel. A principal alteração foi a transformação da proposta original em um programa nacional permanente.

Na justificativa do parecer, a relatora destacou que, embora as mulheres representem a maioria da população brasileira e dos formandos nos cursos de Direito, ainda ocupam espaço reduzido nos cargos mais elevados do Sistema de Justiça, especialmente na magistratura, no Ministério Público e na Defensoria Pública.

Próximas etapas

A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso seja aprovada, ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de ser encaminhada para sanção presidencial.

Os defensores da medida argumentam que o programa pode contribuir para a redução das desigualdades de gênero nas carreiras jurídicas e fortalecer a representatividade feminina nos espaços de decisão do sistema de Justiça brasileiro.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias por Emanuelle Brasil)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo