Companhia Aérea é condenada a pagar compensação por extravio de bagagem com peixes e frutos do mar

Data:

Empresa Aérea
Créditos: stockphoto mania / Shutterstock.com

A Flair Airlines, uma companhia aérea de baixo custo do Canadá, foi condenada a pagar uma compensação de 780 dólares a um passageiro cuja mala, cheia de peixes e frutos do mar, foi extraviada pela companhia durante cinco dias, resultando na deterioração dos alimentos.

Brian Vu, natural da Colúmbia Britânica, havia embalado em sua mala de viagem carnes de caranguejo, bolinhos de peixe, pepinos do mar e raiz de dente-de-leão. No entanto, quando a mala não foi entregue, os alimentos rapidamente se estragaram, deixando Vu com uma mala cheia de peixes podres.

A companhia aérea rejeitou o pedido de indenização de Vu, que então processou a Flair. Um juiz do Tribunal de Resolução Civil da Colúmbia Britânica decidiu a favor de Vu.

Vu tinha viajado com a Flair Airlines da Colúmbia Britânica para Ontário em 6 de novembro de 2022 e pagou para despachar duas malas, ao custo de 72,45 dólares por mala. Quando chegou a Ontário, no entanto, apenas uma mala apareceu.

Companhia Aérea é condenada a pagar compensação por extravio de bagagem com peixes e frutos do mar | Juristas
Fresh cod and salmon on ice for sale at Billingsgate Fish – Market in Poplar in London –
Autor
VictorHuang

Após cinco dias, a Flair conseguiu localizar a mala perdida e a devolveu a Vu. No entanto, todos os frutos do mar já estavam deteriorados nesse ponto.

A Flair alegou ao juiz que proíbe especificamente os passageiros de embalar itens perecíveis em suas malas despachadas e, portanto, não poderia ser responsabilizada. No entanto, a companhia aérea concordou em reembolsar a taxa de despacho da bagagem de Vu, em conformidade com as leis canadenses de proteção ao consumidor.

O juiz aplicou uma regra do Artigo 17 da Convenção de Montreal, que dá aos passageiros o direito de reivindicar compensação caso sua bagagem seja danificada. Apesar da Flair argumentar que não danificou fisicamente a mala, o juiz decidiu que a companhia era responsável por qualquer dano à mala ou a seu conteúdo enquanto estivesse sob sua responsabilidade.

Além do reembolso da bagagem despachada, Vu recebeu 594,45 dólares para cobrir o custo dos frutos do mar estragados, 150 dólares em taxas e 35,77 dólares de juros.

Com informações de Aeroin.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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