Coordenadoria da Mulher inicia trabalho com vista à atualização do Manual de Rotinas

Data:

TRF4 restabelece pensão a ex-mulher de servidor que dividia valor com companheira do marido
Créditos: Billion Photos / Shutterstock.com

A Coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba iniciou um trabalho com vista à atualização do Manual de Rotinas, datado de 2010, conforme orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O esforço ocorre em nível nacional, devendo as coordenadorias de cada Estado colher sugestões de magistrados e servidores, compilar as contribuições em um trabalho final para, até o dia 11 de maio, enviá-lo ao CNJ, a quem caberá a missão de apresentar o novo Manual.

De acordo com a juíza-coordenadora, Graziela Queiroga, a Coordenadoria disponibilizou, desde a semana passada, um link na intranet do portal do Tribunal de Justiça da Paraíba, onde magistrados e servidores poderão apresentar sugestões voltadas ao aperfeiçoamento do Manual de Rotinas, no que diz respeito às atividades das Varas Especializadas na Violência Doméstica. As contribuições devem ser entregues até esta sexta-feira (4).

A magistrada informou que esse procedimento foi solicitado a representantes de todos os Tribunais de Justiça do país, que participaram, no dia 16 de abril, de uma reunião no CNJ. “Todos os coordenadores da Mulher em Situação de Violência foram orientados a promover uma consulta, tanto com juízes que trabalham com a matéria, a violência contra a mulher, quanto com servidores e equipes multidisciplinares nas Varas Especializadas, para que o Manual de Rotinas, de 2010, pudesse ser aprimorado”, explicou.

Segundo a coordenadora, o Manual aborda desde o início do inquérito, como deve ser tratado, com atos praticados pela escrivania no cartório, até atos praticados pelos magistrados. “São sugestões de rotinas, que visam padronizar todo tipo de ação nessa área específica de Violência Doméstica”, ressaltou.

Graziela Queiroga acrescentou que a atualização se faz necessária diante das mudanças que ocorreram na área. “Oito anos se passaram, muitas novidades surgiram, desde as alterações na própria Lei Maria da Penha, assim como a questão do feminicídio. Muitas coisas aconteceram e que merecem uma atualização”, declarou.

A juíza adiantou que, na Paraíba, os coordenadores entenderam que seria interessante, até para facilitar a atuação dos colegas com sugestões, que fosse feito um questionário. “E, assim o elaboramos, colocamos em um link, onde o colega pode acessar. Lá constam perguntas objetivas e um campo aberto para sugestões, para que, a partir do Manual, que também foi disponibilizado, possam colaborar, dizer em que momento e em que situação aquele Manual de Rotinas precisa de uma alteração, de uma atualização”, finalizou.

Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em arquivos de celular apreendido pela Polícia Federal

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo particular que identificou alterações em 657 arquivos e a criação de outros 436 no celular do empresário enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal. O documento questiona procedimentos de preservação e extração de provas digitais e fundamenta o pedido de acesso aos dados originais do dispositivo.

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo