
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21), em São Paulo, no âmbito de uma operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o Ministério Público, o esquema envolveria mais de 50 empresas de fachada registradas no interior paulista, utilizadas para movimentar e ocultar recursos ilícitos. A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya, em entrevista à BandNews TV.
De acordo com as investigações, Deolane mantinha 35 empresas registradas em um único endereço em Martinópolis, em uma residência simples, enquanto outras 15 estariam em Santo Anastácio, em locais considerados inexistentes ou irregulares. Também haveria empresas em Ribeirão Preto ligadas ao esquema.
O promotor afirmou que a estrutura empresarial seria usada para “diluir o patrimônio e dificultar o rastreamento” de valores suspeitos.
A influenciadora foi alvo da Operação Vérnix, que também atingiu nomes ligados à família de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como liderança do PCC. Dois filhos de Alejandro Camacho tiveram prisão decretada e são considerados foragidos.
Segundo o Ministério Público, uma das filhas de Alejandro estaria em Madri, com possibilidade de prisão pela Interpol, enquanto outro familiar estaria na Bolívia, país que, segundo o promotor, não estaria colaborando com as investigações.
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de uma carta na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. O documento citava uma transportadora que, segundo o Ministério Público, funcionava como empresa de fachada para movimentação de recursos ligados ao grupo criminoso. Parte das contas investigadas estaria vinculada à influenciadora.
Deolane é acusada de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O Ministério Público afirma que não é necessário integrar formalmente a facção para atuar como operador financeiro de suas atividades.
Ainda segundo o promotor, a relação entre a influenciadora e integrantes da família Camacho teria começado durante sua atuação como advogada em unidades prisionais.
As autoridades destacam que esta investigação não tem relação com uma prisão anterior da influenciadora ocorrida em 2024, também envolvendo suspeitas de irregularidades financeiras.
(Com informações do site Polêmica Paraíba por Gerlane Neto)
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