STF continua julgamento sobre incêndios na Amazônia e Pantanal

Data:

incêndios
Créditos: erremmo | iStock

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu prosseguimento, nesta quinta-feira (14), ao julgamento das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 743, 746 e 857, que tratam das medidas de combate a incêndios e queimadas em regiões da Amazônia e no Pantanal. A sessão será retomada na próxima quarta-feira (20).

O ministro Flávio Dino proferiu seu voto durante a sessão, juntamente com as considerações do relator das ações, ministro André Mendonça. Mendonça ajustou seu voto para estabelecer um prazo de seis meses para que a União regulamente o Fundo Social, previsto na Lei do Pré-Sal (artigo 47 da lei 12.351/2010), destinando parte dos recursos para a preservação ambiental e a redução das mudanças climáticas.

Medidas judiciais e as recentes queimadas na Amazônia
Créditos: Pedarilhos | iStock

Além disso, o relator ampliou o prazo para que o governo federal apresente um plano de integração dos sistemas de monitoramento do desmatamento, titularidade fundiária rural e autorizações de desmatamento, passando de 60 para 90 dias. Em relação ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), Mendonça manteve a proposta de um plano de ação, a ser apresentado em 90 dias, para processar, em 18 meses, pelo menos 70% das informações cadastradas.

Embora concorde com a maioria dos pontos propostos pelo relator, o ministro Flávio Dino discorda da exigência de destinação específica de recursos do Fundo Social para a área ambiental, argumentando que a lei permite a alocação de verbas em diferentes setores, ficando a definição de prazos e percentuais a critério dos poderes Executivo e Legislativo.

Dino também discorda da fixação de prazos e metas para o processamento das informações do CAR, alegando que a complexidade do tema e as dificuldades técnicas envolvidas podem tornar a execução das determinações judicialmente impostas impraticável. Ele destacou a vastidão territorial do país e a necessidade de um processo dialogado para alcançar consenso sobre os percentuais e prazos envolvidos.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Meta restringe uso por adolescentes e amplia pressão global sobre redes sociais

A decisão da Meta de restringir o uso de redes sociais por adolescentes nos EUA intensificou a pressão internacional para que plataformas digitais adotem medidas mais eficazes de proteção de crianças e adolescentes. Países como Austrália, Estados Unidos, integrantes da União Europeia e nações asiáticas discutem limites de idade, controle parental, verificação etária e mudanças em recursos que podem estimular o uso excessivo das redes.

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo