Hospital é condenado a indenizar família por demora no atendimento a idosa

Data:

hospital
Créditos: Manuel-F-O | iStock

A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que um hospital pague uma indenização de R$ 15 mil à família de uma idosa por danos morais devido à demora no atendimento da paciente, mesmo após a triagem classificar seu quadro como urgente.

No dia 25 de agosto de 2013, por volta das 11h40, a mulher, então com 90 anos, foi levada de ambulância ao hospital. Seu quadro foi avaliado como grave e urgente. Por volta das 14h30, a filha da paciente procurou os funcionários em busca de informações sobre o uso de insulina e alimentação para a idosa, que estava cada vez mais prostrada. Segundo consta na ação, a demora persistiu até as 19h40, quando a mulher foi finalmente encaminhada para o Centro de Terapia Intensiva (CTI).

hospital
Créditos: dolgachov / Envato Elements

O hospital se defendeu alegando que, durante todo o período, desde a entrada da paciente, ela estava sendo monitorada e considerada estável, e a situação permaneceu sob controle até o encaminhamento para o CTI e a alta subsequente. Além disso, afirmou que prestou atendimento às 17h, muito antes do horário relatado pela família da paciente, argumentando que não deveria ser responsabilizado.

Na primeira instância, essas alegações foram aceitas pela Comarca de Contagem. Diante dessa decisão e considerando o falecimento da paciente durante o processo, a família decidiu recorrer.

A relatora do caso, desembargadora Aparecida Grossi, modificou a sentença. Ela ponderou que o fato de uma senhora de 90 anos, cujo quadro foi classificado como urgente na triagem, ser atendida apenas após cinco horas de espera acarreta danos passíveis de indenização.

A desembargadora destacou que a responsabilidade do hospital, como prestador de serviços, é objetiva, e considerou “excessivo e fora dos padrões da razoabilidade” o tempo de espera para o atendimento médico da paciente idosa.

Com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Notícias, modelos de petição e de documentos, artigos, colunas, entrevistas e muito mais: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp.

Basta clicar aqui: https://bit.ly/zapjuristas

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Feliz Dia do Advogado

Neste 11 de agosto, celebramos advogados e advogadas que dedicam sua atuação à defesa de direitos, à Justiça e à cidadania.Parabéns a todos os profissionais da advocacia!

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo