Empresa é condenada por interrupções recorrentes no fornecimento de energia

Data:

mre
Créditos: Wang An Qi | iStock

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reformou decisão da Comarca de Caldas (MG) e condenou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma consumidora que enfrentou diversas quedas no fornecimento de energia elétrica.

A autora relatou que as interrupções eram frequentes na região e lhe causaram prejuízos. Documentos apresentados pela própria concessionária mostraram que sua residência ficou sem energia ao menos 14 vezes ao longo de 2022. Em um dos episódios, em 31 de dezembro, o corte durou quase nove horas. Dois dias antes, a fornecimento já havia sido interrompido por cerca de três horas.

A Cemig atribuiu a instabilidade à queda de árvores e a descargas atmosféricas, eventos que, segundo a empresa, estariam fora de seu controle. Em primeira instância, porém, o pedido de indenização por danos morais e materiais foi negado. A consumidora recorreu, sustentando que houve reiterado descumprimento do dever legal da concessionária de garantir continuidade e qualidade do serviço.

Reiteração e ausência de justificativa

Relator do recurso, o desembargador Manoel dos Reis Morais reconheceu a ocorrência de danos morais, destacando que a consumidora permaneceu longos períodos sem energia, situação que gera insegurança, desconforto e aflição — especialmente quando repetida e sem justificativa adequada. O magistrado considerou que a Cemig não comprovou a ocorrência dos supostos eventos naturais, limitando-se a registrar informações internas, tampouco demonstrou o restabelecimento do serviço dentro dos prazos regulamentares.

O pedido de indenização por danos materiais foi rejeitado por falta de comprovação dos prejuízos.

Os desembargadores Alberto Vilas Boas e Márcio Idalmo Santos Miranda acompanharam o relator.

Processo nº 5000104-46.2023.8.13.0103

(Com informações do ConJur)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo