Gestão adequada do patrimônio garante a sustentabilidade da herança

Data:

Gestão adequada do patrimônio garante a sustentabilidade da herança | Juristas

Com a queda da taxa de juros básica da economia, o controle do patrimônio requer um cuidado ainda maior e um mix de investimentos que possa assegurar ganhos superiores à inflação
Para não incorrer no erro de falta de planejamento sucessório, comum às empresas familiares -- pesquisa do Sebrae aponta que 70% das empresas dessa natureza não sobrevivem à troca da 1ª para a 2ª geração --, uma versão dedicada à gestão do patrimônio para garantir a sustentabilidade da herança vem ganhando espaço entre as pessoas físicas.

Essa modalidade de assessoria especializada em investimentos chega dotada de maior transparência e exclusividade, e substitui o papel de bancos tradicionais. Para a Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora do Petraroli Advogados, a troca se dá em razão dos quadros mais especializados desses escritórios, que contam com advogados, economistas, administradores, contabilistas, entre outros profissionais dedicados a buscar alternativas de carteiras mais rentáveis para o investidor. “A redução de custo na administração é outro diferencial, já que a remuneração do serviço prestado está relacionada ao desempenho de ganho de capital do cliente, em muitos casos”, afirma Ana Rita.

Para a especialista, com a queda da taxa de juros básica da economia, o controle do patrimônio requer um cuidado ainda maior e um mix de investimentos que possa assegurar ganhos superiores à inflação. “Os ativos físicos e monetários precisam trabalhar para o investidor e isso demanda conhecimento técnico, equipe qualificada e acompanhamento das informações rotineiras. Dada à lembrança inflacionária experimentada no passado, o brasileiro tem forte inclinação à compra de imóveis. Ter domínio completo sobre cada bem e sua remuneração, além dos custos de manutenção e impostos para manter esse patrimônio imobiliário, é condição básica para a tomada de decisão que preserve o futuro espólio”, assegura.

Também vale a pena analisar se é mais vantajoso manter imóveis na pessoa física ou na jurídica, a partir de uma análise comparativa de custos, lucros e da tributação incidente sobre eventos relacionados à aquisição, venda e transferência de bens.

Outro ponto a considerar é a expectativa de vida do brasileiro e o aumento das despesas com a adição de tempo à longevidade. Essa nova condição etária, ao passo que traz preocupações com o período de vida que excede o reservado ao trabalho, hoje traz alternativas de fundos flexíveis, que permitem diversificar aplicações. “É preciso avaliar o patrimônio de cada cliente, mas com a possibilidade de aderir a carteiras menos conservadoras. Essa opção também deve ser avaliada para obter rendimentos competitivos”, ressalta Ana Rita.

Ezyle Rodrigues de Oliveira
Ezyle Rodrigues de Oliveira
Produtora de conte

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Município de São Paulo deve fornecer transporte gratuito a criança com Síndrome de Down

Por unanimidade, a 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, proferida pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França, que condenou o Município de São Paulo e a São Paulo Transporte S/A (SPTrans) a fornecerem transporte gratuito de criança com Síndrome de Down à instituição de educação e desenvolvimento que frequenta.

Mantida multa de R$ 400 mil por omissão de informações em pescado para exportação

A Justiça Federal negou o pedido de uma empresa de pescados de Itajaí (SC) para que fosse anulada uma multa de R$ 400 mil, aplicada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em denominação de 2017) por omitir informações acerca de produtos destinados à exportação. A sentença da 3ª Vara Federal local, do início deste mês, entendeu que não houve ilegalidade no procedimento da administração.

Empresa de transporte indenizará por danos morais pessoa com deficiência

A 11ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve decisão da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Penha da França, proferida pelo juiz Alvaro Luiz Valery Mirra, que condenou empresa de transporte a indenizar passageiro com deficiência que precisou ser carregado por funcionários para embarcar e desembarcar de ônibus, apesar do veículo ter adesivo com o símbolo internacional de acesso. A indenização por danos morais foi reduzida para R$ 10 mil.

Professor da UTFPR deve restituir ao erário mais de R$ 6 mil por inserção de dados falsos em sistema

A juíza federal Marta Ribeiro Pacheco, da 1ª Vara Federal de Guarapuava-PR, homologou um acordo de não persecução cível no qual um professor substituto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Guarapuava (PR), terá que devolver ao cofre público mais de R$ 6.200,00 (seis mil e duzentos reais).