Governo federal gasta R$ 2 milhões com benefício de academias para servidores e avalia expansão

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woman standing surrounded by exercise equipment
Photo by Danielle Cerullo on Unsplash

O governo federal destinou cerca de R$ 2 milhões, ao longo de 2025, para a contratação da plataforma de bem-estar Wellhub, utilizada por servidores públicos em diferentes órgãos da administração.

Os contratos, firmados por pelo menos 11 instituições, subsidiam planos de até R$ 149,99 mensais, permitindo acesso gratuito ou com desconto a academias, estúdios e aplicativos voltados à saúde física e mental.

A contratação tem sido realizada sem licitação, sob a justificativa de exclusividade na prestação do serviço. A empresa afirma ser a única com atuação consolidada junto a diferentes esferas do poder público, incluindo órgãos federais, estaduais e municipais.

O modelo, contudo, ainda está em fase de expansão. Um estudo conduzido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos avalia a possibilidade de ampliar o benefício para servidores de outros 12 ministérios, com custo estimado em R$ 3,4 milhões ao longo de dois anos. Segundo a pasta, ainda não há decisão definitiva sobre valores ou formato da contratação.

A proposta prevê que a plataforma ofereça múltiplas modalidades de atividades físicas, como treinos funcionais, artes marciais, dança e atividades aquáticas, além de serviços voltados à saúde mental.

No setor público, o benefício permite acesso gratuito a planos básicos e subsídios parciais em planos superiores. Já na iniciativa privada, o modelo costuma envolver maior participação financeira dos trabalhadores.

O governo também analisa alternativas no mercado, como a TotalPass, mas a opção pode ser descartada por transferir integralmente os custos ao usuário, o que, segundo avaliação técnica, comprometeria a adesão ao programa.

Dados apresentados por órgãos que já adotaram a plataforma indicam possíveis impactos positivos, como aumento da qualidade de vida dos servidores, maior engajamento e redução de afastamentos. No Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, por exemplo, houve queda de cerca de 51% nos afastamentos após a implementação do benefício.

Apesar disso, o uso de recursos públicos para subsidiar o serviço e a contratação sem licitação levantam debates sobre critérios de economicidade, eficiência e interesse público na administração.

(Com informações da Folha de São Paulo por Lucas Marchesini e Luany Galdeano)

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