
O Grupo Habib’s entrou em recuperação judicial na segunda-feira (24), após declarar à Justiça de São Paulo dívidas de aproximadamente R$ 265,2 milhões. A decisão que autorizou o processamento da recuperação foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, que nomeou a KPMG como administradora judicial.
O pedido reúne 178 pessoas jurídicas do grupo Gennius, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva. Entre as empresas estão franqueadoras, holdings, sociedades operacionais, seis churrascarias Tendal, 119 unidades do Habib’s e 26 lojas da rede Ragazzo.
Segundo o grupo, a recuperação judicial tem como objetivo preservar a sustentabilidade e a continuidade das atividades. A empresa informou que as operações seguem normalmente, sem alteração no atendimento aos clientes ou na rotina das unidades.
Na ação, o Habib’s atribui a crise financeira a fatores como os impactos da pandemia de Covid-19, o crescimento das plataformas de delivery, que teria afetado o desempenho das lojas físicas, e o aumento das taxas de juros. A empresa também afirma que a elevação da Selic, de 4% para cerca de 15%, aumentou os custos de captação e de renegociação das dívidas.
Com o deferimento do processamento da recuperação judicial, o juiz determinou a suspensão das ações e execuções contra as empresas abrangidas pelo processo. Também determinou que os credores não suspendam ou interrompam contratos em razão do pedido de recuperação.
Por outro lado, a Justiça negou a liberação de recebíveis bancários cedidos em garantia fiduciária, mantendo essas garantias.
O grupo terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial. Caso não cumpra o prazo ou não consiga avançar com a reestruturação, poderá haver conversão do processo em falência.
(Com informações da Folha de São Paulo por Guilherme W. Almeida)
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