Judiciário amplia proteção à mulher com protocolo obrigatório contra violência doméstica

Data:

sinal de pare feito por mulher
Créditos: iweta0077 | iStock

A implementação de um protocolo obrigatório de enfrentamento à violência doméstica pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reforça e amplia a proteção de magistradas e servidoras em todo o país. No âmbito do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, presidido pela desembargadora Fátima Bezerra Maranhão, será responsável por manter um canal institucional reservado, voltado ao acolhimento, orientação e encaminhamento de demandas relacionadas ao tema.

O canal também terá papel fundamental na disseminação de uma cultura institucional de segurança, acolhimento e não revitimização no Judiciário. Segundo a juíza Isa Mônia Vanessa de Freitas Paiva Maciel, coordenadora do Comitê, a iniciativa busca garantir que o protocolo seja não apenas formalmente adotado, mas efetivamente incorporado como política concreta de proteção e respeito às mulheres.

Para a magistrada, o Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança representa um avanço significativo na proteção das mulheres que atuam no sistema de Justiça. A medida institui canais sigilosos de denúncia, acolhimento técnico especializado, avaliação de risco e elaboração de planos individuais de segurança, assegurando respostas institucionais rápidas, humanas e eficazes.

A iniciativa passa a integrar um conjunto mais amplo de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero, que inclui a atuação de redes multidisciplinares de apoio às vítimas e o fortalecimento das ações de combate à violência contra a mulher em todo o Judiciário.

A juíza Isa Mônia ressaltou que a medida vai além do aspecto normativo e representa um compromisso institucional com a dignidade, a igualdade e a segurança. Segundo ela, o TJPB continuará na vanguarda dessa missão, reafirmando que nenhuma mulher que constrói a Justiça estará desamparada diante da violência.

No TJPB, o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina incorporará a política de proteção à mulher de forma técnica, integrada e permanente, estruturando sua atuação em três eixos principais:

Estruturação e fluxo de proteção – Elaboração de protocolos internos e fluxos sigilosos de atendimento, definição de critérios objetivos para o acionamento da segurança institucional e integração com equipes psicossociais do tribunal, garantindo encaminhamentos seguros e sem exposição das vítimas.

Capacitação e orientação institucional – Promoção de formação continuada para magistrados, servidores, assessorias e equipes de segurança, com foco na identificação de riscos, atendimento humanizado, confidencialidade e aplicação prática do protocolo.

Implementação prática e monitoramento – Acompanhamento da execução das medidas por meio da coleta de dados estatísticos, avaliação de resultados, visitas técnicas às unidades judiciárias, emissão de orientações e fortalecimento de parcerias com redes externas de proteção à mulher, como Patrulhas Maria da Penha, delegacias especializadas, Defensorias Públicas e órgãos municipais de apoio.

(Com informações do TJ-PB por Nice Almeida)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo