Justiça de SP decreta prisão de suspeito investigado na morte de advogado

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Policial suspeito de matar filha de dois meses é mantido na prisão
Créditos: inga

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Vagner Pereira da Silva, de 33 anos, investigado por suposto envolvimento na morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro, de 43 anos. O suspeito é considerado foragido, e a Polícia Civil realiza diligências para localizá-lo.

A ordem de prisão foi expedida na última terça-feira (4), após representação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público de São Paulo manifestou-se favoravelmente à medida.

Segundo a Polícia Civil, Vagner é o homem que aparece usando um boné branco nas imagens de uma tabacaria em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, ao lado da vítima pouco antes de sua morte.

A prisão temporária foi decretada pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período, conforme prevê a legislação.

Investigação apura possível crime patrimonial

Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes sobre a participação do investigado, a apuração indica que o pedido de prisão teve como fundamento o artigo 157 do Código Penal, que tipifica o crime de roubo.

O caso permanece sob investigação do DHPP, que busca esclarecer as circunstâncias da morte do advogado e a eventual participação de outras pessoas.

Até o momento, a defesa do investigado não foi localizada para comentar a decisão judicial.

Laudos ainda são aguardados

De acordo com informações obtidas pela imprensa, o laudo necroscópico realizado no corpo de Pedro Ely Cordeiro apresentou resultado inconclusivo quanto à causa da morte.

A Polícia Civil aguarda, agora, a conclusão do exame toxicológico, que poderá indicar a presença de substâncias capazes de comprometer a capacidade de reação da vítima.

Relembre o caso

Pedro Ely Cordeiro foi inicialmente considerado desaparecido após uma noite na região de bares de Pinheiros.

Segundo o boletim de ocorrência, ele entrou em um veículo de aplicativo acompanhado de um conhecido. O acompanhante desembarcou no bairro de Moema, enquanto o advogado seguiria para o hotel onde estava hospedado, na Vila Olímpia. Dias depois, familiares reconheceram o corpo da vítima no Instituto Médico Legal (IML).

Imagens de câmeras de segurança registraram Pedro ao lado do suspeito em uma tabacaria na madrugada de 10 de julho. Os dois aparecem conversando de forma aparentemente amistosa antes de o advogado realizar a compra de uma cerveja.

De acordo com a investigação, cerca de 45 minutos depois dessas imagens, Pedro foi encontrado passando mal na Rua Fradique Coutinho. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima morreu no local.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o corpo não apresentava sinais aparentes de violência.

Uma das principais linhas de investigação considera a hipótese de que a bebida consumida pelo advogado possa ter sido adulterada com alguma substância incapaz de ser percebida pela vítima, deixando-a sem condições de reação e facilitando a prática de eventual crime patrimonial. A confirmação dessa hipótese dependerá do resultado do exame toxicológico e da continuidade das investigações.

(Com informações do UOL por Beatriz Gomes)

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