TSE firma parceria para impedir clonagem de voz de candidatos por inteligência artificial nas eleições

Data:

TSE firma parceria para impedir clonagem de voz de candidatos por inteligência artificial nas eleições | Juristas
Créditos: Zolnierek / Shutterstock.com

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou uma parceria com a empresa ElevenLabs para fortalecer o combate ao uso indevido de inteligência artificial na criação de conteúdos falsos durante o período eleitoral. A iniciativa permitirá que a Justiça Eleitoral solicite o bloqueio da reprodução sintética da voz de candidatos, buscando reduzir os riscos de desinformação e manipulação do eleitorado.

O acordo foi formalizado na última segunda-feira (3), por meio de documento assinado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Com vigência até dezembro deste ano, a cooperação estabelece mecanismos para impedir que perfis considerados sensíveis ao processo eleitoral tenham suas vozes clonadas e utilizadas sem autorização em conteúdos produzidos por inteligência artificial.

A parceria foi firmada com a ElevenLabs, empresa especializada em tecnologia de síntese de voz, cujas ferramentas permitem gerar áudios altamente realistas a partir de amostras da voz de uma pessoa.

Medida busca conter desinformação eleitoral

A iniciativa integra os esforços da Justiça Eleitoral para enfrentar o uso abusivo de tecnologias de inteligência artificial durante as eleições, especialmente na produção de conteúdos conhecidos como deepfakes, capazes de simular falas e comportamentos de candidatos com elevado grau de realismo.

Com o novo mecanismo, o TSE poderá solicitar à empresa o bloqueio da reprodução digital de vozes vinculadas a pessoas protegidas pelo acordo, reduzindo o risco de circulação de áudios falsificados capazes de influenciar o debate público e comprometer a integridade do processo eleitoral.

A medida acompanha a crescente preocupação das autoridades brasileiras e internacionais com os impactos da inteligência artificial generativa sobre a autenticidade das informações compartilhadas durante campanhas eleitorais.

Cooperação entre Justiça e empresas de tecnologia

O acordo reforça a estratégia do TSE de estabelecer parcerias com plataformas e empresas de tecnologia para prevenir a disseminação de conteúdos manipulados digitalmente.

A expectativa é que a cooperação contribua para ampliar a segurança das eleições, protegendo candidatos contra o uso indevido de suas identidades digitais e oferecendo respostas mais rápidas diante de eventuais tentativas de fraude envolvendo clonagem de voz por inteligência artificial.

A parceria permanecerá em vigor até o final de dezembro, período que abrange as principais fases do calendário eleitoral.

(Com informações do UOL pela Agência Estado)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo