Justiça de SP envia para a Vara do Júri investigação sobre morte da influenciadora “Barbie Humana”

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estupro de vulnerável
Créditos: Michał Chodyra | iStock

A Justiça de São Paulo decidiu remeter à Vara do Júri — responsável por analisar crimes dolosos contra a vida — o processo que apura a morte da influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, conhecida como “Barbie Humana”. A mudança de competência atende a pedido do Ministério Público e dos advogados da família, que apontam possíveis indícios de crime. A Polícia Civil, contudo, trabalha com a hipótese de morte acidental.

Segundo informações do G1, Bárbara, de 31 anos, foi encontrada morta em 2 de novembro na residência do defensor público Renato De Vitto, de 51 anos, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Outras duas pessoas estavam no imóvel e foram ouvidas como testemunhas.

Renato afirmou em depoimento que havia contratado a influenciadora como acompanhante, que ambos consumiram cocaína e que ela adormeceu. Ele declarou ter acionado o Samu ao perceber que ela não reagia, realizando massagem cardíaca por cerca de nove minutos, mas a morte foi constatada ainda no local.

A Polícia Militar encontrou Bárbara seminua e com marcas pelo corpo. Uma amiga do defensor relatou à polícia que a influenciadora teria caído e se machucado, o que explicaria tais lesões.

Divergências entre a família e a polícia

Embora o MP e os familiares apontem sinais de agressão — incluindo marcas nos olhos, pescoço e pernas — e defendam aprofundamento da investigação, a Polícia Civil trata o caso como morte suspeita sem indícios de crime. Para o 7º Distrito Policial da Lapa, tudo indica um episódio acidental relacionado ao consumo de cocaína.

Laudo do IML aponta intoxicação

De acordo com o G1, a Polícia deve concluir o inquérito pela morte acidental. Exame do Instituto Médico Legal apontou que Bárbara morreu em razão de “choque cardiogênico decorrente de intoxicação exógena aguda”, quadro compatível com uso da droga. Segundo a perícia, as lesões não indicam agressão.

Ainda assim, a Justiça determinou que o caso seja encaminhado previamente à Vara do Júri, que posteriormente poderá confirmar o entendimento policial ou determinar novas diligências.

A defesa da família pediu que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assuma a investigação, mas não houve manifestação do Ministério Público nem decisão sobre o pedido.

Questionamentos sobre a investigação

A família aponta falhas na apuração, entre elas:

  • ausência de exame de corpo de delito nas três pessoas presentes no imóvel;
  • falta de coleta de material genético sob as unhas da vítima;
  • não apreensão dos celulares das testemunhas e da própria influenciadora para perícia.

Os advogados avaliam solicitar novo laudo ou até a exumação do corpo, sustentando que a quantidade de cocaína encontrada não justificaria o óbito.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que os laudos indicam intoxicação por substância química e que o caso segue em investigação pelo 7º DP.

Defensor segue afastado

Após o ocorrido, Renato De Vitto afastou-se temporariamente de suas funções alegando estresse pós-traumático. A Defensoria Pública informou que o defensor permanece em licença regular.

O processo tramita sob segredo de justiça.

(Com informações do Migalhas)

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