Justiça de SP rejeita ação da família de Alexandre de Moraes contra senador Alessandro Vieira

Data:

SuperVia indenizará jovens obrigados a fazer sexo oral
Crédito:busra İspir
| iStock

A Justiça de São Paulo julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais ajuizado pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o senador Alessandro Vieira. A ação buscava o pagamento de R$ 60 mil em razão de declarações feitas pelo parlamentar durante entrevista concedida ao SBT News, em março de 2026. Da decisão ainda cabe recurso.

A autora da ação, a advogada Viviane Barci Moraes, esposa do ministro, juntamente com os filhos Giuliana e Alexandre, sustentou que o senador teria feito afirmações ofensivas, difamatórias e injuriosas ao comentar a quebra do sigilo fiscal de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante discussões relacionadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Segundo os autores, o parlamentar teria associado, de forma indevida, os familiares do ministro Alexandre de Moraes à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), causando danos à honra e à imagem da família.

Em sua defesa, Alessandro Vieira argumentou que suas declarações estavam amparadas pela imunidade parlamentar material prevista na Constituição Federal. O senador também afirmou que, em nenhum momento, imputou a prática de crimes aos familiares do ministro ou atribuiu a eles vínculo direto com a organização criminosa, limitando-se a defender a apuração dos fatos e a questionar a contratação de serviços advocatícios pelo Banco Master.

Ao analisar o caso, o juiz Fabio de Souza Pimenta concluiu que as declarações não configuraram ofensa ilícita apta a gerar responsabilidade civil.

Na sentença, o magistrado destacou que não foi possível identificar, nas manifestações do parlamentar, qualquer afirmação que vinculasse diretamente os autores ao recebimento de recursos provenientes do PCC. Segundo o juiz, a interpretação mais adequada das declarações é que o senador mencionou a suposta circulação de recursos da organização criminosa por intermédio do Banco Master e questionou a contratação do escritório de advocacia da família do ministro pela instituição financeira.

Para o magistrado, a controvérsia decorreu de um “mal-entendido interpretativo”, inexistindo elementos suficientes para caracterizar ato ilícito ou justificar a condenação ao pagamento de indenização por danos morais.

Com esse entendimento, a ação foi julgada improcedente, permanecendo assegurado à família do ministro o direito de recorrer da decisão.

(Com informações do UOL por Rogério Gentile)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Revista Juristas lança 9ª edição com entrevista exclusiva ao conselheiro do CNJ Ilan Presser e debates sobre justiça algorítmica, crime organizado e o futuro...

Edição de agosto reúne magistrados, advogados e pesquisadores de todo o país em análises sobre inteligência artificial no Judiciário, segurança pública, uberização, tributação, ESG e cultura, consolidando a publicação como referência de atualização jurídica no Brasil.

STF retoma julgamento sobre vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas digitais

O STF deve retomar o julgamento de processos que discutem o vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas digitais, envolvendo casos da Uber e da Rappi. O Ministério Público do Trabalho defende que a existência de relação de emprego seja analisada individualmente, considerando a realidade da prestação dos serviços, o grau de controle exercido pelas plataformas e o uso de algoritmos. A decisão poderá estabelecer parâmetros para outras relações de trabalho na economia digital e deverá ter impacto relevante sobre processos semelhantes em todo o país.

Discord recorre contra suspensão de transmissões ao vivo determinada pela ANPD

O Discord recorreu da decisão da ANPD que suspendeu transmissões ao vivo e ferramentas de compartilhamento de vídeo no Brasil. A medida foi determinada no contexto de uma investigação sobre a proteção de crianças e adolescentes na plataforma e condicionou a retomada dos recursos à comprovação de medidas de segurança. O recurso apresentado pela empresa está sendo analisado pela agência.

Uso inadequado de medicamentos para obesidade em crianças e adolescentes pode causar riscos à saúde

O uso sem indicação médica ou acompanhamento especializado de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade pode trazer riscos para crianças e adolescentes. Entre as possíveis complicações estão desidratação, distúrbios eletrolíticos, perda de massa muscular, alterações no crescimento e desenvolvimento, pancreatite e problemas na vesícula. O uso exclusivamente estético também pode contribuir para problemas relacionados à imagem corporal e transtornos alimentares. A recomendação é que qualquer tratamento medicamentoso seja individualizado e acompanhado por profissionais de saúde.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo