Conselho Nacional de Justiça determina afastamento da juíza Gabriela Hardt por dois anos

Data:

juíza
Créditos: Wavebreakmedia | iStock

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, aplicar a pena de disponibilidade à juíza federal Gabriela Hardt, determinando seu afastamento da magistratura pelo período de dois anos em razão de irregularidades apuradas em sua atuação em processos relacionados à Operação Lava Jato.

A decisão foi tomada durante o julgamento de processo administrativo disciplinar conduzido pelo CNJ. O relator, conselheiro Rodrigo Badaró, votou pela aplicação da penalidade de disponibilidade por dois anos, sendo acompanhado pela maioria dos integrantes do colegiado.

A pena de disponibilidade está prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e consiste no afastamento compulsório do magistrado de suas funções, com percepção de vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Trata-se da segunda sanção disciplinar mais severa aplicável aos membros da magistratura.

Embora todos os conselheiros tenham concordado com a aplicação da penalidade, houve divergência quanto à duração da medida. Quatro integrantes do CNJ defenderam que o afastamento fosse fixado em um ano, enquanto a maioria acompanhou o voto do relator, estabelecendo o prazo de dois anos.

O processo administrativo analisou supostas irregularidades praticadas pela magistrada durante sua atuação em processos vinculados à Operação Lava Jato. A decisão do CNJ representa uma das mais severas sanções disciplinares impostas pelo órgão de controle do Poder Judiciário.

(Com informações do UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Kassio Nunes Marques concedeu dez dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O caso deverá ser encaminhado ao plenário do STF após a manifestação da Procuradoria.

Desembargador do TJ-MG publica fotos com arma em rede social

O desembargador Roberto Apolinário de Castro, do TJ-MG, publicou fotos com uma arma de fogo e afirmou possuir autorização para porte. Em nota, declarou que as imagens foram feitas em sua residência e que o armamento está legalizado. O CNJ informou que não havia procedimento sobre o caso até a publicação da reportagem.

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois investigados por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos e possível movimentação superior a R$ 6 milhões. O processo está na fase de alegações finais da defesa.

STF suspende julgamento sobre restrições à Buser após placar de 3 a 2

O STF suspendeu o julgamento sobre a lei mineira que restringe o transporte coletivo por fretamento utilizado por plataformas como a Buser. Antes do pedido de vista de Dias Toffoli, três ministros votaram pela manutenção das regras e dois pela inconstitucionalidade, em discussão que envolve competência legislativa, livre iniciativa e concorrência.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo