Justiça do DF condena envolvidos em esquema de manipulação de resultados no futebol

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Jogo de Futebol - Injúria Racial - Gol
Créditos: SergeyNivens / Depositphotos

A Justiça do Distrito Federal condenou quatro réus por participação em um esquema de manipulação de resultados no Campeonato Brasiliense de Futebol de 2024, com o objetivo de obter lucro por meio de apostas esportivas. A decisão foi proferida pelo juiz da Vara Criminal de Santa Maria, no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Apontado como líder da organização criminosa, William Pereira Rogatto teve a pena fixada em 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa. Amauri Pereira dos Santos foi condenado a 11 anos e 10 meses, também em regime fechado. Já Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva receberam penas de 7 anos de reclusão, em regime semiaberto. A ré Dayana Nunes Feitosa foi absolvida.

A ação penal teve origem em denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), no contexto da “Operação Fim de Jogo”. Segundo a acusação, os envolvidos atuavam de forma estruturada, com divisão de funções, para fraudar partidas por meio de combinações prévias e influência direta de jogadores em campo.

A sentença reconheceu que o grupo explorou a fragilidade financeira de um clube do Distrito Federal para viabilizar as fraudes. Entre as provas consideradas estão relatórios técnicos que identificaram padrões atípicos de apostas, movimentações financeiras suspeitas e análises de lances incompatíveis com a normalidade das partidas, além de depoimentos colhidos durante a investigação.

Na decisão, o magistrado destacou que a manipulação comprometeu a integridade das competições esportivas e abalou a confiança do público, ressaltando que os fatos ultrapassam o âmbito esportivo e configuram crimes previstos na legislação penal.

A decisão ainda é passível de recurso.

Acesse o PJe1 e saiba mais sobre o processo:0710361-96.2024.8.07.0010

(Com informações do TJDFT)

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