Justiça do DF confirma condenação de homem flagrado em ato obsceno dentro de veículo

Data:

Prefeito tem direitos políticos suspensos por usar carro oficial em evento particular
Créditos: Garsya / Shutterstock.com

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal manteve a condenação de um homem acusado de praticar ato obsceno em local exposto ao público, em episódio ocorrido em Taguatinga/DF. A pena fixada foi de quatro meses e três dias de detenção, em regime aberto, posteriormente substituída por pena restritiva de direitos.

De acordo com o processo, o caso aconteceu em maio de 2024, por volta das 22h40. O acusado estacionou o carro em frente a uma academia com fachada de vidro, posicionando o veículo de modo a observar o interior do estabelecimento, onde duas mulheres realizavam exercícios físicos. Em seguida, passou a se masturbar dentro do automóvel.

Uma das vítimas conseguiu fotografar a placa do veículo. Ao perceber a ação, o homem teria acionado o farol alto e deixado o local rapidamente. A partir da identificação da placa, a polícia localizou a proprietária do carro, que informou que o filho era o condutor habitual do veículo. Durante as investigações, também foram encontradas ocorrências anteriores envolvendo condutas semelhantes atribuídas ao acusado.

No recurso, a defesa alegou que o interior do automóvel não poderia ser considerado local público e sustentou ausência de intenção de ofender o pudor coletivo. Também questionou a consistência das provas e pediu a absolvição do réu.

Ao analisar o caso, os magistrados rejeitaram os argumentos defensivos. O colegiado destacou que, para a configuração do crime de ato obsceno, não é necessário que terceiros efetivamente presenciem a conduta, sendo suficiente a possibilidade de visualização por outras pessoas.

A Turma ressaltou ainda que a academia possuía estrutura inteiramente envidraçada e iluminação intensa, o que permitia ampla visibilidade entre o interior e o exterior do estabelecimento, caracterizando o local como exposto ao público.

Os julgadores consideraram válidas e coerentes as provas reunidas no processo, incluindo os depoimentos das vítimas, o relato do policial responsável pela ocorrência e as imagens registradas. A decisão foi unânime.

Com informações do TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo