Justiça do RS encerra instrução de processo sobre caso de tortura em Canoas

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Créditos: Pattanaphong Khuankaew | iStock

A 2ª Vara Judicial de Canoas (RS) concluiu a fase de instrução processual no caso de um homem acusado de torturar um funcionário em março deste ano. A audiência foi conduzida pela juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet e contou com o interrogatório do réu — que permanece preso — além dos depoimentos da vítima e de oito testemunhas de acusação.

O acusado responde por tortura qualificada por lesão corporal e agravada por sequestro, tráfico de entorpecentes, apologia ao crime e supressão de documentos pessoais da vítima. Entre as circunstâncias agravantes estão motivo fútil, emboscada e abuso de poder.

Crime brutal
Segundo a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 22 de março, entre 8h30 e 20h, dentro de um estabelecimento comercial no centro de Canoas. O réu teria atraído o funcionário para uma emboscada, acorrentando-o a um fogão e submetendo-o a sessões de tortura com diversos instrumentos, como furadeira, martelo, tesoura corta-vergalhão, maçarico, choques elétricos e água quente.

A acusação afirma que a vítima foi obrigada a consumir crack e bebidas alcoólicas, além de ser constrangida a declarar que a situação “estava boa”. O Ministério Público também relata que o réu forçou o funcionário a amputar o próprio dedo mínimo e registrou vídeos dos atos, compartilhando-os em redes sociais. O motivo da violência teria sido a suspeita de subtração de dinheiro e de um cartão bancário.

Após mais de onze horas de agressões, a vítima conseguiu se libertar cortando a corrente que a mantinha presa e fugiu do local.

Próximos passos
Com a instrução encerrada, abre-se agora prazo para que acusação e defesa apresentem memoriais escritos com suas alegações finais. Em seguida, será proferida a sentença.

(Com informações do TJ-RS)

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