Justiça mantém apreensão de valores na alfândega após mudança de limite

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Erro de transportadora não justifica retenção de bens pela alfândega
Créditos: Sidarta / Shutterstock.com

A Justiça Federal negou pedido de restituição de valores apreendidos pela alfândega a um viajante que ultrapassou o limite permitido para transporte de dinheiro em espécie. A fiscalização reteve R$ 51 mil, mas a legislação foi alterada para US$ 10 mil. O autor buscava a devolução da diferença.

O juiz Germano Alberto Júnior, da 2ª Vara Federal de Criciúma, argumentou que a mudança no limite não retroage, mantendo válida a apreensão quando o limite estava em R$ 10 mil. O caso ocorreu na fronteira com o Uruguai.

Aumento salarialSegundo o magistrado, a ampliação posterior do limite não desautoriza as ações praticadas enquanto o valor em reais estava vigente. A alteração foi vista como uma atualização monetária, não uma revogação da penalidade.

Na tentativa de sair do país com R$ 61 mil não declarados, o autor alegou que, com o aumento do limite, poderia transportar até R$ 51,6 mil. Com a aplicação da lei mais benéfica, pleiteava a restituição de cerca de R$ 41,6 mil.

Justiça proíbe multa e apreensão de veículos dos profissionais de motofrete
Créditos: sergign / Shutterstock.com

“No caso, o perdimento do valor excedente aplicado ao autor não desbordou dos limites da lei vigente à época dos fatos”, lembrou o juiz. “Dessa forma, conclui-se que o ato administrativo foi realizado de forma legal e regular, razão pela qual não há que se falar em revisão dos valores considerados para o perdimento”, concluiu.

Com informações de Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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