Justiça reconhece falha bancária em golpe da falsa portabilidade

Data:

Justiça reconhece falha bancária em golpe da falsa portabilidade | Juristas
Créditos: PAKULA PIOTR/Shutterstock.com

A Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve a condenação de uma instituição bancária por empréstimos realizados por meio do chamado “golpe da falsa portabilidade”. A decisão foi proferida pela 6ª Turma Cível, que confirmou a nulidade dos contratos, a devolução em dobro dos valores descontados e o pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao consumidor.

De acordo com o processo, o cliente, um aposentado idoso, foi procurado por criminosos que se passaram por funcionários do banco e ofereceram supostas vantagens para troca de empréstimos consignados. Após seguir orientações repassadas pelos golpistas, dois contratos foram realizados sem autorização e os valores acabaram transferidos para terceiros.

No recurso, o banco alegou que o consumidor teria fornecido voluntariamente seus dados pessoais e sustentou não haver falha na prestação do serviço. A instituição também pediu a exclusão da indenização por danos morais e a restituição simples dos valores descontados.

Ao analisar o caso, os desembargadores concluíram que houve falha na segurança bancária. O colegiado destacou que esse tipo de fraude integra o risco da atividade financeira e, por isso, a instituição responde pelos prejuízos causados ao consumidor.

A decisão também apontou que as operações foram realizadas em sequência e em desacordo com o perfil habitual do cliente, circunstâncias que deveriam ter despertado mecanismos de segurança do banco para prevenção da fraude.

Segundo a Turma, ficou comprovado que o aposentado foi vítima de golpe, e os descontos indevidos comprometeram sua subsistência financeira. O julgamento foi unânime.

Acesse o PJe2 e saiba mais sobre o processo: 0703446-18.2025.8.07.0003

(Com informações do TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo