Justiça Restaurativa passa a ser aplicada em unidades prisionais no Entorno do DF

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Justiça Restaurativa passa a ser aplicada em unidades prisionais no Entorno do DF | Juristas
Regime prisional cabível ao devedor de pensão alimentícia é o fechado

A coordenadora adjunta do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nucjur) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), juíza Ilanna Rosa Dantas Lents, realizou, durante o mês de julho, visitas institucionais às unidades prisionais dos municípios de Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás, localizados na região do Entorno do Distrito Federal.

A iniciativa visa à implantação e fortalecimento das práticas restaurativas no ambiente prisional, com foco na promoção da responsabilidade, da empatia e do reconhecimento dos danos causados às vítimas e à coletividade. A proposta é oferecer aos reeducandos uma nova perspectiva de ressocialização, fundamentada nos princípios da Justiça Restaurativa.

Os encontros contaram com a participação de policiais penais, servidores das unidades prisionais, membros do Ministério Público, advogados, autoridades locais, representantes do Conselho da Comunidade e de instituições religiosas, além de facilitadores e servidores do TJGO.

Durante as visitas, a magistrada apresentou os fundamentos teóricos e práticos do Programa Restaurativo, destacando que a transformação individual e coletiva no sistema prisional depende do engajamento efetivo dos profissionais que nele atuam, sobretudo dos policiais penais. Ela também ressaltou que o programa é voltado aos internos que manifestam o desejo de reconstruir sua trajetória pessoal e social, com base na responsabilização e na reparação simbólica do dano.

Os participantes puderam vivenciar, na prática, uma das ferramentas centrais da metodologia restaurativa: os círculos de construção de paz, que visam promover o diálogo, o reconhecimento mútuo e o fortalecimento de vínculos entre os envolvidos.

A ação do Nucjur contou com o apoio institucional da Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) e a colaboração dos facilitadores do TJGO: Ângela Ferreira de Carvalho Nunes, Carlos Henrique Oliveira de Albuquerque e Melo, Laila Grazielle Cordeiro Diniz e Maria Izabel da Rocha Fonseca Feitosa

(Com informações do CNJ)

 

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