Lula sanciona lei que amplia a coleta de DNA na identificação criminal

Data:

Termo de Consentimento Para o Tratamento de Dados Pessoais e Dados Pessoais Sensíveis - LGPD
Créditos: Natali_Mis / iStock

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (22), a Lei nº 15.295/2025, que amplia e detalha as hipóteses de coleta de material genético para fins de identificação criminal e execução penal. A norma altera a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) e a Lei de Identificação Criminal (Lei nº 12.037/2009).

Com a nova legislação, passa a ser obrigatória a identificação do perfil genético, por meio da coleta de DNA, de condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado. O procedimento deverá ser realizado no momento do ingresso do apenado no estabelecimento prisional, por técnica adequada e indolor.

Mudanças na execução penal

A lei estabelece limites rigorosos para o uso do material biológico coletado. A amostra poderá ser utilizada exclusivamente para a identificação genética do condenado, sendo expressamente vedada qualquer forma de fenotipagem genética. Após a identificação do perfil, o material deverá ser descartado de forma imediata, preservando-se apenas quantidade suficiente para eventual contraprova, conforme regulamentação específica.

O texto também define regras para a coleta e o processamento do material genético. A extração do DNA deverá ser feita por agente público devidamente capacitado, observando os procedimentos de cadeia de custódia previstos na legislação. A elaboração do laudo ficará a cargo de perito oficial.

Nos casos de crimes hediondos e equiparados, a norma prevê que o processamento dos vestígios biológicos e a inclusão dos perfis genéticos no banco de dados deverão ocorrer, sempre que possível, no prazo de até 30 dias a partir do recebimento da amostra pelo laboratório responsável.

Ampliação da identificação criminal

Além das mudanças na execução penal, a nova lei amplia as hipóteses de identificação criminal com coleta de material genético. A medida passa a ser aplicada quando houver recebimento da denúncia pelo juiz em casos específicos, como crimes praticados com grave violência contra a pessoa, crimes contra a liberdade sexual, crimes sexuais contra vulneráveis e delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A identificação genética também será exigida nos crimes relacionados a organizações criminosas armadas, nos termos da Lei nº 12.850/2013, bem como em situações de prisão em flagrante envolvendo essas infrações.

A Lei nº 15.295/2025 entra em vigor 30 dias após a sua publicação oficial no Diário Oficial da União.

(Com informações do Migalhas)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Kassio Nunes Marques concedeu dez dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O caso deverá ser encaminhado ao plenário do STF após a manifestação da Procuradoria.

Desembargador do TJ-MG publica fotos com arma em rede social

O desembargador Roberto Apolinário de Castro, do TJ-MG, publicou fotos com uma arma de fogo e afirmou possuir autorização para porte. Em nota, declarou que as imagens foram feitas em sua residência e que o armamento está legalizado. O CNJ informou que não havia procedimento sobre o caso até a publicação da reportagem.

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois investigados por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos e possível movimentação superior a R$ 6 milhões. O processo está na fase de alegações finais da defesa.

STF suspende julgamento sobre restrições à Buser após placar de 3 a 2

O STF suspendeu o julgamento sobre a lei mineira que restringe o transporte coletivo por fretamento utilizado por plataformas como a Buser. Antes do pedido de vista de Dias Toffoli, três ministros votaram pela manutenção das regras e dois pela inconstitucionalidade, em discussão que envolve competência legislativa, livre iniciativa e concorrência.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo