Pais são investigados por possível abandono de incapaz após criança ser deixada sozinha em carro de aplicativo

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entregador e aplicativo
Créditos: Zephyr18 | iStock

Os pais de um menino de 6 anos são investigados pela suspeita de abandono de incapaz após a criança ser deixada sozinha em um carro de aplicativo em Cascavel, no oeste do Paraná. O caso é apurado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), da Polícia Civil, e tramita sob sigilo.

O episódio ocorreu na noite de sábado (22), quando um motorista de aplicativo aceitou uma corrida para transportar o menino até a região do bairro Brasmadeira. Ao chegar ao endereço indicado, entretanto, o condutor não encontrou nenhuma pessoa para receber a criança. O menino começou a chorar, e o motorista acionou a Guarda Municipal.

Segundo informações do Conselho Tutelar, a criança relatou posteriormente que havia sido colocada pela mãe no veículo para ir até a residência de uma amiga dela. Ao chegar ao endereço, porém, a mulher não estava no local.

Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e realizou o acolhimento da criança. O menino permanece em acolhimento institucional enquanto as circunstâncias do caso são investigadas. Até a última atualização, não havia informação de que os pais tivessem procurado o Conselho Tutelar ou a Polícia Civil.

O acolhimento institucional é uma medida provisória e excepcional prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destinada à proteção de crianças e adolescentes em situações de risco. A medida não representa, por si só, a perda do poder familiar. A situação deve ser acompanhada pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário, que poderá avaliar as condições para eventual retorno da criança ao convívio familiar.

Segundo a Guarda Municipal, o motorista relatou que, ao chegar ao destino, não havia ninguém aguardando o menino. Como a criança começou a chorar, ele decidiu buscar ajuda das autoridades. Ainda conforme o relato, o aplicativo não permitiu consultar o histórico da corrida para identificar com precisão o ponto de embarque ou obter outras informações que ajudassem a localizar a mãe.

Inicialmente, o menino teve dificuldade para explicar o que havia acontecido. Conforme o Conselho Tutelar, ele estava assustado com a situação e com a reação do motorista, que teria ficado exaltado durante o contato com os agentes.

Depois de ser encaminhada ao acolhimento, a criança conseguiu conversar com os conselheiros e relatou que a mãe havia solicitado o transporte para que ele fosse até a casa de uma amiga. No entanto, a pessoa indicada não estava no endereço.

Como a corrida teria começado no bairro Cascavel Velho, o Conselho Tutelar Sul foi acionado para acompanhar o caso. O órgão realizou o acolhimento e encaminhou as informações às autoridades competentes.

A Polícia Civil, por meio do Nucria, investiga as circunstâncias em que a criança foi deixada sozinha e a eventual responsabilidade dos pais. O procedimento tramita sob sigilo, e a investigação deverá apurar se houve efetivamente a prática de abandono de incapaz e quais foram as circunstâncias do ocorrido.

(Com informações do G1)

 

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