Pesquisa aponta uso de jogos on-line e redes sociais para aliciamento sexual de adolescentes na internet

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Autor: Professor25 / Depositphotos

Um estudo inédito realizado pelo ChildFund Brasil revelou como agressores utilizam jogos on-line, redes sociais e aplicativos de mensagens para aliciar adolescentes no ambiente digital. A pesquisa integra a terceira fase do levantamento “Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet” e, pela primeira vez, ouviu tanto vítimas quanto autores de violência sexual on-line no país.

Os resultados foram apresentados durante o seminário “Maio Laranja: proteger é cuidar em todo lugar”, realizado na Câmara Municipal de São Paulo, em alusão à campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com o levantamento, os abusadores costumam explorar vínculos de confiança, ausência de supervisão familiar e ambientes digitais frequentados diariamente pelos jovens para estabelecer contato e praticar o aliciamento.

A pesquisa também identificou fragilidade no conhecimento dos adolescentes sobre mecanismos de proteção digital. Segundo os dados divulgados, 94% dos entrevistados afirmaram não saber como denunciar casos de violência sexual praticada pela internet.

O estudo foi desenvolvido ao longo de três anos e reuniu análises quantitativas e qualitativas. Na primeira fase, foram ouvidos 8.436 adolescentes entre 13 e 18 anos em todas as regiões do Brasil. Em seguida, grupos focais presenciais foram realizados com estudantes de escolas públicas e privadas dos estados de Minas Gerais e Ceará.

A etapa mais recente ocorreu em parceria com o Instituto Tecnologia e Dignidade Humana e aprofundou aspectos relacionados às estratégias utilizadas por agressores, bem como os contextos de vulnerabilidade presentes no ambiente digital.

Segundo Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, o enfrentamento da violência sexual on-line contra crianças e adolescentes exige atuação conjunta entre poder público, famílias, escolas, organizações da sociedade civil e empresas de tecnologia.

O estudo destaca ainda a necessidade de ampliação de políticas de educação digital, fortalecimento de canais de denúncia e desenvolvimento de mecanismos de proteção mais eficazes nas plataformas utilizadas por crianças e adolescentes.

(Com informações da CNN Brasil por Thomaz Coelho e Rafael Saldanha)

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