
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou investigação para apurar suspeita de estelionato envolvendo uma empresa financeira que oferecia rendimentos diários elevados a investidores. Ao menos 40 pessoas já registraram denúncias contra a plataforma Kona Financial em Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte, mas a estimativa da polícia é de que o número de vítimas chegue a cerca de 2 mil.
Segundo as apurações, há relatos de prejuízos também em outras cidades de Minas Gerais, além de ocorrências no Rio de Janeiro e no Paraná. De acordo com as denúncias, a empresa se apresentava como gestora de capital de risco e disponibilizava investimentos por meio de um aplicativo, atraindo clientes com a promessa de ganhos fáceis e frequentes.
O funcionamento divulgado pela plataforma previa a aplicação de um valor inicial, o recebimento diário de uma porcentagem de lucro e, ao fim de cada ciclo, a devolução integral do capital investido. O farmacêutico Denis Rodrigues relatou ter perdido mais de R$ 20 mil após aumentar gradualmente os aportes, confiando no histórico inicial de pagamentos.
“Você investia um capital e, todos os dias, conseguia sacar uma parte do rendimento. No fim do ciclo, o valor aplicado voltava. Nunca tinha dado problema, sempre funcionou”, afirmou à TV Globo.
A Polícia Civil informou que há casos em que os prejuízos ultrapassam R$ 35 mil por investidor. A orientação é para que todos os lesados registrem boletim de ocorrência e apresentem comprovantes das transações, a fim de fortalecer a investigação criminal.
Em nota divulgada após o surgimento das denúncias, a Kona Financial alegou ter sido vítima de um ataque hacker que teria alterado dados bancários e provocado saques indevidos. A empresa afirmou ainda que os clientes seriam ressarcidos, o que, conforme os denunciantes, não aconteceu até o momento.
A reportagem segue tentando contato com os responsáveis pela empresa para obter esclarecimentos adicionais.
(Com informações da CBN por Desirée Miranda)
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