Projeto de lei proíbe postos de combustíveis de diferenciarem preços para pagamentos em dinheiro e Pix

Data:

Distribuidora de combustível não pode comercializar o produto para revendedora de concorrente
Créditos: Syda Productions / Shutterstock.com

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.071/2026, que proíbe postos de combustíveis de praticarem preços distintos para consumidores que efetuarem o pagamento em dinheiro ou por meio do Pix.

A proposta parte do entendimento de que ambas as modalidades de pagamento não geram custos de intermediação financeira, razão pela qual não haveria justificativa econômica para a cobrança de valores diferentes.

Pelo texto, os estabelecimentos deverão divulgar os preços de forma clara, uniforme e ostensiva, ficando vedada a utilização de expressões como “preço no Pix” ou “preço no dinheiro”, que indiquem diferenciação entre essas formas de pagamento.

Segundo o autor da proposta, deputado Amaro Neto (PP-ES), a medida busca fortalecer a transparência nas relações de consumo e assegurar tratamento isonômico aos consumidores.

De acordo com o parlamentar, a diferenciação de preços entre pagamentos realizados em dinheiro e via Pix acaba por repassar ao consumidor custos inexistentes, comprometendo a clareza das informações e o equilíbrio das relações de consumo.

Sanções previstas

O projeto estabelece que os postos de combustíveis que descumprirem a norma estarão sujeitos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Entre as sanções possíveis estão a aplicação de multa administrativa, a restituição em dobro dos valores cobrados indevidamente e, em casos de reincidência, a suspensão das atividades do estabelecimento, conforme a legislação aplicável.

O texto também prevê que o posto revendedor responderá diretamente pela prática considerada abusiva, não podendo justificar a diferenciação de preços com base em políticas comerciais internas ou alegados custos operacionais.

A fiscalização ficará a cargo dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

Tramitação

O Projeto de Lei nº 1.071/2026 será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

Caso seja aprovado pelas comissões e, posteriormente, pelos plenários da Câmara e do Senado Federal, o texto seguirá para sanção presidencial antes de entrar em vigor.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo