STF invalida norma do RJ que obriga planos de saúde a ampliar formas de pagamento

Data:

 

Plano de Saúde Coletivo
Créditos: Relif | iStock

A Lei estadual 9.444/2021, que expande as opções de pagamento para planos privados de saúde no estado do Rio de Janeiro, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma votação unânime durante uma sessão virtual encerrada em 17/2, a Corte decidiu que a lei viola a competência exclusiva da União para legislar sobre a matéria.

A União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) questionou a validade da lei em questão na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7023. A lei exigia que as operadoras de planos de saúde aceitassem pagamentos por cartão de crédito, boleto digital e PIX.

A competência exclusiva da União para legislar sobre direito civil e comercial e política de seguros foi citada como a justificativa para a decisão do STF. A Corte argumentou que o estado interferiu diretamente nos contratos de prestação de serviços de saúde ao regular as formas de pagamento das mensalidades.

O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o Supremo estabeleceu a compreensão de que a competência para legislar sobre planos de saúde é exclusiva da União quando a regulamentação afeta diretamente as obrigações contratuais. De acordo com Barroso, a Lei federal 9.961/2000, que estabelece a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é responsável por definir as características gerais dos contratos.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alterações em arquivos de celular apreendido pela Polícia Federal

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao STF um laudo particular que identificou alterações em 657 arquivos e a criação de outros 436 no celular do empresário enquanto o aparelho estava sob custódia da Polícia Federal. O documento questiona procedimentos de preservação e extração de provas digitais e fundamenta o pedido de acesso aos dados originais do dispositivo.

Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre ilha

A Justiça de Brasília negou pedido de Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar Richarlison a apagar publicações sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis. O processo continua em andamento.

Maior corretora de criptomoedas do mundo sofre invasão e perde bilhões

A Binance sofreu um ataque hacker que resultou no desvio estimado de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A corretora suspendeu temporariamente os saques, afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos e prometeu cobrir os prejuízos. Empresas do setor conseguiram bloquear parte dos ativos, enquanto as investigações sobre a autoria do ataque continuam.

Presidente do TRF-1 decide em processo envolvendo empresa representada pela própria filha

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região...

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo