STF mantém obrigatoriedade de declaração de benefícios fiscais por empresas

Data:

Corretor de Imóveis - Comissão - Transação imobiliária
Créditos: Kanizphoto / iStock

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, manter a exigência de que as empresas informem, por meio eletrônico, os benefícios fiscais recebidos do governo. A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7765, durante a sessão virtual encerrada em 17 de outubro.

A ação foi movida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que questionava a constitucionalidade da obrigação prevista na Lei 14.973/2024. A norma determina que as empresas preencham a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi). O não cumprimento pode gerar multas de 0,5% a 1,5% da receita bruta da empresa, além de 3% sobre valores omitidos ou informados incorretamente.

A CNI argumentou que a declaração aumenta a burocracia, já que os dados exigidos estariam disponíveis à Receita Federal, e que a obrigação poderia onerar micro e pequenas empresas, que teriam custos adicionais para se adequar às regras.

Micro e pequenas empresas

O relator da ação, ministro Dias Toffoli, destacou que a exigência não fere a Constituição e tem como objetivo garantir maior eficiência e transparência na arrecadação e aplicação dos tributos. Ele acrescentou que a previsão de multas não prejudica micro e pequenas empresas, lembrando que o tratamento diferenciado previsto na legislação não dispensa o cumprimento das obrigações legais.

Toffoli também ressaltou que a Lei Complementar 123/2006 já estabelece situações em que micro e pequenas empresas devem seguir as mesmas regras tributárias das demais empresas. No caso da Dirbi, cabe à Receita Federal observar o estatuto que regulamenta esses negócios.

(Com informações do STF)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo