STJ confirma condenação de ex-juiz federal por venda de decisão e mantém suspensão de direitos políticos por 10 anos

Data:

STJ confirma condenação de ex-juiz federal por venda de decisão e mantém suspensão de direitos políticos por 10 anos | Juristas
Crédito: AndreyPopov / istock

A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação do ex-juiz federal Manoel Álvares por improbidade administrativa, mantendo as sanções aplicadas em razão da venda de uma decisão judicial quando atuava no Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Redução parcial da multa

Embora tenha mantido a condenação, o colegiado reduziu o valor da multa civil. Originalmente fixada em três vezes o valor do ganho ilícito (R$ 900 mil), a sanção passou a ser equivalente ao montante recebido (R$ 300 mil), em observância à nova Lei de Improbidade Administrativa, que prevê regras mais favoráveis aos réus no cálculo de multas.

Contexto do caso

O caso teve origem em 2006, quando se descobriu que o então magistrado recebeu R$ 300 mil de um doleiro para conceder liminar em ação relativa a dívida tributária. A decisão judicial suspendeu a cobrança fiscal, o que poderia ter impedido a arrecadação de aproximadamente R$ 12,9 milhões aos cofres públicos.

Consequências da condenação

Com a confirmação pelo STJ, o ex-juiz:

  • perde o cargo formal;
  • tem os direitos políticos suspensos por 10 anos;
  • fica impedido de prestar serviços ou firmar contratos com a administração pública pelo mesmo período.

O voto vencedor foi proferido pelo relator, ministro Teodoro Silva Santos. A ministra Maria Thereza de Assis Moura apresentou divergência parcial, sugerindo multa de R$ 600 mil (duas vezes o valor recebido), mas a maioria seguiu o patamar mínimo previsto na nova legislação.

Ainda é possível interpor recurso contra a decisão nos tribunais superiores.

Confira a decisão na íntegra.

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo