STJ vai definir possibilidade de cobrança pela OAB de anuidade das sociedades de advogados

Data:

 

tabela da oab
Créditos: 5second | iStock

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá definir, por meio do rito dos recursos repetitivos, se a Lei 8.906/1994 permite que os conselhos seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituam e cobrem anuidades das sociedades de advogados. Os Recursos Especiais 2.015.612 e 2.014.023 foram escolhidos como representativos da controvérsia, que recebeu o cadastro de Tema 1.179. O ministro Gurgel de Faria é o relator.

Todos os processos pendentes no território nacional que abordem o assunto foram suspensos pelo colegiado de acordo com o artigo 1.037, inciso II, do Código de Processo Civil.

No voto pelo envio do Recurso Especial 2.015.612 para julgamento repetitivo, o relator destacou que o presidente da Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas do STJ, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, o qualificou como representativo da controvérsia devido à existência de 209 acórdãos sobre a mesma matéria jurídica na corte de origem.

O recurso em questão foi interposto pela OAB contra uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que considerou a cobrança de anuidade da sociedade de advogados inexigível por falta de previsão legal. A OAB argumenta que está dentro das suas atribuições legais, já que a contribuição anual é devida por seus inscritos, incluindo advogados e sociedades de advocacia inscritas no conselho seccional competente.

O relator observou que o tribunal regional já havia tratado do caso, com o esgotamento da instância ordinária, atendendo à exigência do artigo 105, inciso III, da Constituição Federal. Ele também explicou que o artigo 46 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) havia sido objeto de prequestionamento no acórdão recorrido.

O julgamento por amostragem é regulado pelo Código de Processo Civil de 2015, no artigo 1.036 e seguintes, por meio da seleção de recursos especiais que abordam controvérsias idênticas. Quando um processo é enviado para julgamento repetitivo, os ministros ajudam a solucionar questões que se repetem nos tribunais brasileiros.

A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jurídico a diversos processos traz economia de tempo e segurança jurídica.

Processo(s):REsp 2015612REsp 2014023

(Com informações do Superior Tribunal de Justiça)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo