ANERMB indaga lei de Mato Grosso do Sul que trata sobre a reunificação dos planos previdenciários do Estado

Data:

Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares indaga dispositivos da lei sul-matogrossense 5.101/2017, que trata da reunificação dos planos previdenciários dos segurados do Regime Próprio de Previdência

A Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares (ANERMB) ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5843, com solicitação de liminar.

A ação interroga alguns dispositivos da Lei 5.101/2017, que tornou a unificar os planos de previdência dos segurados do Regime Próprio de Previdência estadual. A entidade afirma que tal decisão foi tomada sem uma análise financeira e atuarial, o que vai contra as determinações da Constituição Federal, além de não atender às regras gerais da União sobre o tema.

Alegação da ANERMB

De acordo com a ANERMB, a Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev) recebeu uma notificação do Ministério da Previdência para que, de acordo com a preconização da Constituição e regulamentação da Lei 9.717/1998 no que tange ao equilíbrio financeiro-atuarial, a massa de segurados fosse dividida, ou seja, que os membros do regime próprio fossem separados em dois grupos, para equilibrar o déficit financeiro.

A parte financeira e contábil de ambos grupos será tratada separadamente bem como os planos serão separados em dois: financiado e previdenciário.

Foi editada a Lei estadual 4.213/2012 para tal demanda, a qual foi revogada por uma nova norma, a Lei 5.101/2017. De acordo com a ANERMB, a sanção dessa lei compromete a viabilidade da previdência própria, já que o montante aproximado beira os R$ 377 milhões, ao passo que esse valor seria usado para cobrir o déficit do Plano Financeiro, de aproximadamente 85 milhões por mês.

Ricardo Lewandowski, relator do processo, adotou procedimento abreviado que consta no artigo 12 da lei das ADIs (9.868/2009), que trata de materiais relevantes e importantes para a sociedade e a segurança jurídica. Assim, a decisão pode ser tomada definitivamente pelo Pleno do STF.

Além de ter solicitado informações à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, posteriormente serão colhidas as opiniões da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte oficial: STF

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça libera acesso a documentos médicos sobre tratamento e morte de Tancredo Neves

O TRF1 autorizou um dos filhos de Tancredo Neves a obter prontuários e relatórios médicos sobre o tratamento e a morte do ex-presidente. A decisão considerou o interesse familiar e a relevância histórica do caso.

Projeto de lei propõe política de prevenção ao golpe do falso advogado no Distrito Federal

O Projeto de Lei nº 2.517/2026 propõe a criação de uma política distrital para prevenir golpes do falso advogado e fraudes eletrônicas relacionadas a serviços jurídicos. A iniciativa prevê ações de conscientização, proteção de dados, verificação de identidade profissional e cooperação entre instituições públicas e órgãos do sistema de Justiça.

Justiça intima defesa de Jairinho a apresentar razões de apelação no caso Henry Borel

A defesa de Jairinho deverá apresentar os argumentos da apelação contra a condenação a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel. Após essa etapa, Ministério Público e demais partes poderão se manifestar.

Tribunal Penal Internacional (TPI) acusa governo Trump de tentar obstruir a Justiça internacional

A presidente do Tribunal Penal Internacional, Tomoko Akane, pediu aos 193 países-membros da ONU que adotem medidas em defesa da Corte diante das sanções impostas pelos Estados Unidos. A magistrada reafirmou o compromisso do tribunal com a independência, a imparcialidade e a responsabilização por crimes internacionais graves.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo