STJ não conhece de HC impetrado pela OAB/TO em favor de advogado que responde por denunciação caluniosa

Data:

STJ não conhece de HC impetrado pela OAB/TO em favor de advogado que responde por denunciação caluniosa | Juristas
Créditos: Reprodução

O Habeas Corpus impetrado pela OAB/TO, com o objetivo de trancar a ação penal em que um advogado responde por denunciação caluniosa (art. 339), não foi conhecido pela 5ª Turma do STJ.

Ele apontou falso testemunho durante uma audiência de processo eleitoral e requisitou ao juiz a instauração de investigação. Mas a autoridade policial concluiu pela não ocorrência do crime. O MPF alegou que o profissional tinha ciência que a testemunha não mentia e denunciou o advogado.

A OAB alegou que o crime exigia dolo para se configurar, o que não ocorreu, e que o advogado apenas submeteu os fatos ao juízo, “justamente com o intuito de que tais fatos fossem apurados”. A Ordem disse que o pedido está intimamente ligado ao exercício da profissão, e, nesse sentido, não possui o condão de configurar o crime de denunciação caluniosa.

Porém, o relator considerou que o advogado teve acesso à gravação que demonstrava que a testemunha não estava mentindo. Por isso, revela-se a prática da denunciação caluniosa. Ele demonstrou indignação com a tentativa de utilizar o respaldo do Estatuto da OAB aos advogados para justificar a conduta do advogado no caso.

Por fim, ressaltou que o trancamento de ação penal por HC só é possível se houver manifesta atipicidade da conduta, causa de extinção da punibilidade do paciente ou a “ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas”. Para ele, os indícios são claros. (Com informações do Migalhas.)

Processo: HC 436.733 – Veja a decisão (disponível para download)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TRF-3 autoriza retomada das atividades de três casas de apostas e impõe multa à União

O TRF-3 concedeu liminar que autoriza três plataformas da CDA Gaming a retomar as operações no Brasil. A decisão considera os investimentos realizados pela empresa após obter autorização do Ministério da Fazenda e prevê multa diária de R$ 200 mil à União em caso de descumprimento. A AGU pretende recorrer, e a liberação não se estende às demais casas de apostas.

Governo federal enfrenta ataque cibernético contra estruturas do Gov.br e do Serpro

O governo federal enfrentou um ataque cibernético classificado como sem precedentes contra o Gov.br e estruturas do Serpro. A estatal informou ter conseguido responder à ofensiva, mas não divulgou detalhes sobre possíveis danos aos sistemas ou comprometimento de dados pessoais. O episódio reforça a necessidade de investimentos em segurança digital e proteção das informações dos cidadãos.

Fachin defende fortalecimento do sistema de precedentes e cooperação entre tribunais

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu o fortalecimento do sistema de precedentes judiciais e a cooperação entre os tribunais brasileiros. Durante encontro realizado no STJ, destacou a importância da nova sistemática de admissibilidade dos recursos especiais, da segurança jurídica e da integração tecnológica entre as instituições.

TJ-SC reconhece que cores nacionais, nome do Brasil e bola de futebol são de domínio público

O TJ-SC decidiu que as cores verde e amarela, o nome “Brasil” e a figura de uma bola de futebol são elementos de domínio público e não caracterizam, isoladamente, violação das marcas registradas pela CBF. A Corte negou recurso da entidade contra uma confecção de Gaspar, afastando a cobrança de multa de R$ 40 mil por suposto descumprimento de acordo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo