Professores dizem que Brasil será responsabilizado se TSE desobedecer ONU

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Créditos: Artisteer | iStock

Após o Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU se declarar favorável ao exercício pleno dos direitos políticos de Lula na campanha, mesmo que esteja preso, os professores de Direito Marcelo Ramos Peregrino Ferreira e Orides Mezzaroba acreditam que o Brasil poderá ser responsabilizado caso o TSE se coloque de forma contrária à orientação.

Para os professores, que apresentarão um parecer ao TSE, a declaração de inelegibilidade de Lula após ordem da ONU é violar o Pacto de Direitos Civis e Políticos, do qual o Brasil é signatário. A entidade diz que Lula pode exercer a condição de candidato até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória e determinou que o Estado brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido político”.

Para os professores, “a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU vale por si mas, pode, em uma interpretação harmônica com o ordenamento interno, ser considerada como decisão do artigo 26-C, da Lei Complementar 64, como alteração fática e jurídica para suspender a inelegibilidade (artigo 11, parágrafo 10, Lei n. 9.504/97), porquanto seu caráter cautelar é idêntico ao efeito suspensivo alinhavado na lei nacional”. (Com informações do Consultor Jurídico.)

Veja o parecer aqui.

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