Justiça arquiva processo sobre denúncia de estupro contra Neymar

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Decisão é da juíza Ana Paula Vieira de Moraes, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

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A juíza Ana Paula Vieira de Moraes, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, acatou o pedido do Ministério Público pelo arquivamento do processo sobre a denúncia de estupro e agressão contra o jogador Neymar, na noite desta quinta-feira (8).

As promotoras Estefânia Paulin e Flávia Merlini do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), do Ministério Público Estadual, protocolaram o pedido de arquivamento à Justiça na tarde de ontem.

“Decidimos pelo arquivamento do processo por não haver provas suficientes. Isso não significa a absolvição do averiguado. Há a possibilidade de reabertura do inquérito”, afirmou Flávia Merlini.

Sobre as supostas agressões, o MP entendeu que faziam parte de um contexto. “Havia lesões apenas em um dedo. Pelo laudo particular apresentado pela vítima, não entendemos que havia uma lesão que comprovasse o estupro”, disse Estefânia.

De acordo com Flávia, “todas as provas colhidas estavam todas em contradição”. “Pedimos para a vítima a produção de várias provas e não houve movimentação da parte para isso, por essa razão entendemos pelo arquivamento”.

“Ela não produziu nenhuma prova que ela disse que tinha. A delegada pediu para ela plugar o celular a um computador para ela ver o vídeo e ela não quis fazer isso. Ela não quis entregar o celular também, depois ela disse que ele foi furtado.” Complemetntou Estefânia.

Já sobre as imagens do hotel em Paris, na França, onde supostamente ocorreu o estupro, Flávia disse que “eram desnecessárias porque eram da parte externa do hotel”, fazendo com que a polícia e o MP não esperassem o envio das gravações.

Neymar não pode ser considerado “absolvido” porque o inquérito pode ser reaberto. O advogado de Najila, Cosme Araújo, disse que não viu o pedido do MP.

Justiça arquiva processo sobre denúncia de estupro contra Neymar
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“O que se comprovou foi que houve a lesão corporal, que os tapas, a vermelhidão ocorreram para satisfação de ambas as partes. Os laudos oficiais não comprovaram as agressões alegadas por ela. Isso não é suficiente para comprovar o ato do estupro”, disse Estefânia.

A delegada Juliana Lopes Bussacos, titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, concluiu no último dia 29 de julho o inquérito que apurava as acusações de estupro e agressão feitas pela modelo Najila Trindade Mendes de Souza contra Neymar Jr. A polícia decidiu não indiciar o jogador de futebol pelos supostos crimes.

(Com informações do G1)

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