STF analisa restrições de gênero nas forças armadas em ações da PGR

Data:

militar / golpe militar
Créditos: Kichigin/Shutterstock.com

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu entrada em três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7500, 7501 e 7502) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar dispositivos legais que impõem restrições à participação de mulheres em certos cargos das Forças Armadas.

Segundo a PGR, todas as vagas em concursos de recrutamento devem ser acessíveis às mulheres, conforme a Constituição Federal, sem discriminação de gênero e em igualdade de condições com os candidatos do sexo masculino.

STF analisa restrições de gênero nas forças armadas em ações da PGR | JuristasAs ações foram encaminhadas aos ministros Nunes Marques, André Mendonça e Alexandre de Moraes, respectivamente. A PGR solicita uma liminar para suspender a eficácia das normas até que o STF decida sobre o mérito da questão.

Aeronáutica: Na ADI 7500, a PGR argumenta que, embora a Lei 12.464/2011 não proíba explicitamente a entrada de mulheres na Aeronáutica, certos dispositivos permitem que editais restrinjam candidaturas femininas, alegando que alguns cargos exigem habilidades e atributos específicos dos candidatos do sexo masculino.

Marinha: A ADI 7501 trata de alterações na Lei 9.519/1997 que permitem que o comandante da Marinha defina quais escolas e cursos serão abertos a oficiais de ambos os sexos. A norma também determina que os percentuais de cargos destinados a homens e mulheres sejam estabelecidos por ato do Poder Executivo, o que, segundo a PGR, exclui muitas candidatas.

Exército: Na ADI 7502, a PGR argumenta que a Lei 12.705/2012 permitiu o acesso de mulheres à linha militar do Exército em até cinco anos, sugerindo a existência de linhas de ensino exclusivas para homens.

Mesmo após o término desse prazo, a PGR alega que concursos para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) ainda reservaram uma quantidade mínima de vagas para candidatas do sexo feminino (cerca de 10%).

Essas ações destacam o debate em curso sobre a igualdade de gênero nas Forças Armadas e a necessidade de eliminar obstáculos para a participação de mulheres em todos os níveis e funções.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJ mantém condenação de Marcelo Crivella por uso não autorizado de imagem em campanha eleitoral

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do senador Marcelo Crivella ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um estudante que teve sua imagem e seu depoimento utilizados, sem autorização, em propaganda eleitoral. A Corte rejeitou novos recursos da defesa e preservou a sentença que também envolve o Partido Republicanos.

Licenciamento de novos data centers no Ceará reacende debate sobre impactos ambientais e consumo de energia

Dois novos projetos de data centers em Caucaia (CE) estão em fase de licenciamento ambiental e poderão consumir energia equivalente à utilizada por 4,5 milhões de residências, volume superior ao total de domicílios do estado. A dimensão dos empreendimentos intensificou o debate sobre os impactos ambientais, o consumo de água, o licenciamento simplificado e a necessidade de consulta às comunidades potencialmente afetadas.

Nova lei reconhece natureza alimentar dos honorários advocatícios e garante privilégio em processos de insolvência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.472/2026, que altera o Estatuto da Advocacia para reconhecer expressamente a natureza alimentar dos honorários advocatícios. A norma equipara esses créditos aos trabalhistas em termos de privilégios e estabelece que decisões judiciais e contratos de honorários constituem títulos executivos e créditos privilegiados em falências, recuperações judiciais e demais concursos de credores.

STJ autoriza pais a sacar indenização de filha menor por atraso de voo sem esperar maioridade

A Terceira Turma do STJ decidiu que os pais podem sacar, em nome da filha menor, a indenização por danos morais decorrente de atraso de voo, sem necessidade de aguardar a maioridade. O tribunal reafirmou que os pais administram os bens dos filhos menores e que a retenção judicial dos valores somente é cabível quando houver justificativa concreta para proteger o patrimônio da criança.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo