Banco é responsabilizado por assédio a empregadas terceirizadas grávidas

Data:

trabalho
Créditos: GeorgeRudy | iStock

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu manter a responsabilidade do Banco BMG S.A. pela condenação relacionada à discriminação e violência psicológica sofrida por empregadas grávidas da Idealcred Promotora de Cadastros e Publicidade Ltda., prestadora de serviços em Pouso Alegre (MG). Segundo o colegiado, mesmo com o reconhecimento da licitude da terceirização pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a responsabilidade subsidiária da empresa contratante não foi excluída. Assim, se a Idealcred não pagar a indenização por dano moral coletivo, o BMG será responsável por tal pagamento.

A ação civil pública, iniciada em 2015 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), destacou que a Idealcred e a Mapra, prestadoras de serviços ao BMG e à BV Financeira, foram condenadas em ações trabalhistas de 2012 e 2013 devido ao assédio moral e punições às empregadas grávidas.

Depoimentos revelaram que as funcionárias grávidas eram ameaçadas de transferência para setores com remuneração menor, como a Central de Telemarketing. Além disso, eram tratadas com rudeza por uma sócia da Idealcred, que restringia seus intervalos de alimentação e questionava idas ao banheiro, chegando a proferir comentários desrespeitosos sobre a aparência das gestantes.

O MPT defendeu que a ilegalidade das empresas afetava coletivamente, prejudicando não apenas as funcionárias diretamente envolvidas, mas também aquelas que planejavam engravidar.

Em 2016, o juízo de primeira instância condenou as empresas a pagarem R$ 30 mil por danos morais coletivos e proibiu a Idealcred de continuar com tais práticas. Reconheceu também a responsabilidade solidária do BMG e da BV por todas as verbas decorrentes da condenação.

Apesar do reconhecimento da licitude da terceirização, a Segunda Turma do TST manteve a condenação dos tomadores de serviço, ressaltando que a tese do STF não exclui a responsabilidade subsidiária da empresa contratante.

Com informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Sócio minoritário da Pixbet é preso na Paraíba durante operação da Polícia Federal

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na Paraíba durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra as ordens tributária e financeira, envolvendo movimentações internacionais, empresas no exterior e utilização de criptoativos.

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo