Empresa aérea terá de responder por acidente que matou petroleiro

Data:

Jurisprudências sobre Problemas Aéreos
Créditos: ThePixelman / Pixabay

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve, em decisão recente, a condenação da Transocean Brasil Ltda., de Macaé (RJ), ao pagamento de R$ 200 mil à viúva de um petroleiro falecido em um acidente aéreo em março de 2006. O colegiado fundamentou sua decisão no fato de que, ao fornecer o transporte, a empregadora assumiu a responsabilidade pelo ocorrido.

O petroleiro, funcionário da Transocean, estava em Macaé (RJ) e foi convocado para se apresentar no Rio de Janeiro, de onde partiria em um avião da empresa Tean Linhas Aéreas com destino a uma plataforma de petróleo. No entanto, minutos após a decolagem, a aeronave colidiu contra um morro na região do Pico da Pedra Bonita, resultando na morte de todos a bordo, incluindo o petroleiro.

Após o acidente, a viúva moveu uma ação trabalhista em março de 2008, buscando uma indenização solidária da Transocean pelo ocorrido com base na teoria do risco, que atribui à atividade profissional a responsabilidade pelos danos causados. Tanto o juízo da 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região concluíram que a empresa era responsável pelo acidente.

O TRT destacou que, ao fornecer transporte aéreo para seus funcionários, a Transocean assumiu a posição de transportadora, o que implica em sua responsabilidade por eventuais acidentes ou danos no percurso. Com isso, determinou o pagamento de pensão à viúva e uma indenização de R$ 200 mil.

Em sua defesa, a Transocean alegou, em uma ação rescisória, que o acidente não poderia ser atribuído a ela, mencionando laudos que indicavam falhas dos pilotos. No entanto, o relator do recurso (1001496-90.2021.5.00.0000) explicou que, quando a empresa assume o papel de transportadora, não é necessário comprovar a culpa para caracterizar seu dever de reparação pelos danos sofridos.

Com informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST).


Você sabia que o Portal Juristas está no Facebook, Twitter, Instagram, Telegram, WhatsApp, Google News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF retoma julgamento sobre uso da metragem dos imóveis no cálculo do IPTU

O STF retomou a análise de recurso apresentado por Chapecó (SC) contra decisão que considerou inconstitucional a definição da alíquota do IPTU com base na área construída do imóvel. O julgamento pode repercutir sobre legislações municipais, critérios de tributação e pedidos de restituição, além de suscitar debates sobre segurança jurídica e eventual modulação dos efeitos da decisão.

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo