TJDFT dobra valor de indenização a advogada acusada falsamente de crime

Data:

TJDFT dobra valor de indenização a advogada acusada falsamente de crime | Juristas
Crédito: Billion Photos/Shutterstock.com

A 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu aumentar de R$ 30 mil para R$ 60 mil o valor da indenização por danos morais que a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) deverá pagar a uma advogada. A decisão considerou que a entidade promoveu uma campanha difamatória e atribuiu, de forma falsa, a prática de crime à profissional.

De acordo com os autos, a autora da ação prestou serviços advocatícios à ANFIP por aproximadamente 12 anos. Após o término da relação contratual, a associação apresentou notícia-crime contra a advogada, acusando-a de falsificação de assinatura em contrato de honorários. Além disso, a ANFIP teria divulgado a acusação em diferentes processos e canais de comunicação, o que, segundo a autora, comprometeu gravemente sua reputação e causou abalos psicológicos, exigindo acompanhamento psiquiátrico.

Em sua defesa, a ANFIP alegou ter atuado no exercício regular de um direito. No entanto, em primeira instância, foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais. Ambas as partes recorreram da decisão.

Ao reavaliar o caso, o colegiado do TJDFT manteve a condenação, mas elevou o valor da indenização para R$ 60 mil. O desembargador relator destacou que as acusações feitas pela ANFIP mostraram-se infundadas, sendo o inquérito policial arquivado por ausência de justa causa. Segundo ele, ficou evidenciada a responsabilidade da associação, especialmente pela repercussão negativa que os atos tiveram sobre a imagem profissional da autora.

“O abuso do direito de informação e a formulação de notícia-crime sem respaldo geraram grave constrangimento e prejuízo à imagem da advogada”, afirmou o magistrado. O aumento da indenização foi justificado pela gravidade da conduta e pela ampla repercussão dos danos causados.

A decisão foi tomada por maioria de votos

(Com informações do TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo