Acordo entre Judiciário e BNDES amplia financiamento para projetos do plano Pena Justa

Data:

fraude
Créditos: Pakhnyushchyy | iStock

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, firmou acordo de cooperação técnica com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para facilitar o financiamento de projetos voltados à segurança pública e ao sistema prisional. A iniciativa integra as ações do plano Pena Justa e conta com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O objetivo da parceria é apoiar desde a fase inicial de elaboração dos projetos — incluindo estudos e estruturação — até a viabilização de recursos financeiros. A atuação também prevê suporte técnico direto aos estados, especialmente na implementação de planos estaduais vinculados ao programa. Embora não haja limite máximo de investimento, o BNDES trabalha com valores referenciais a partir de R$ 50 milhões.

Durante a assinatura, Fachin destacou que os principais desafios do sistema prisional brasileiro vão além da falta de recursos, envolvendo dificuldades na formulação de projetos e desigualdades na capacidade dos entes federativos de acessar financiamentos e executar políticas públicas complexas.

Os recursos poderão ser destinados a diversas iniciativas, como construção e adaptação de espaços para trabalho, educação e saúde dentro do sistema prisional, além de projetos de produção de alimentos, capacitação de servidores e desenvolvimento de tecnologias de gestão. Também estão previstas ações para implantação de serviços penais, como centrais de alternativas penais, escritórios sociais e unidades do regime semiaberto voltadas à reintegração social.

A parceria prevê ainda, em etapa futura, a criação de linhas de crédito para fomentar a inclusão produtiva de pessoas egressas do sistema prisional e seus familiares, ampliando oportunidades de reinserção social.

O CNJ e o Ministério da Justiça atuarão na articulação com os tribunais estaduais, promovendo reuniões técnicas e visitas para mapear demandas locais e apresentar as soluções de financiamento disponíveis. A proposta, segundo representantes do governo, é consolidar uma política pública contínua e estruturante para o setor.

O acordo dá continuidade às ações iniciadas em 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para enfrentar o chamado “estado de coisas inconstitucional” do sistema prisional brasileiro, reconhecido pelo STF. As medidas integram o plano Pena Justa, executado pelo CNJ com apoio do programa Fazendo Justiça.

Além disso, novas parcerias institucionais estão em negociação. O Centro de Estudos Constitucionais do STF e o Centro de Estudos Jurídicos do BNDES devem firmar acordo para incentivar pesquisas e iniciativas que aproximem o direito constitucional do desenvolvimento econômico.

(Com informações do STF)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo