Redes sociais lideram acesso à informação e ampliam debate sobre regulação digital

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Crimes Sexuais via Rede Social Instagram
Imagem Meramente Ilustrativa – Créditos: bigtunaonline / iStock

As redes sociais e plataformas de vídeo passaram a ocupar, em 2026, o posto de principal fonte de informação para o público global, ultrapassando pela primeira vez os veículos de comunicação tradicionais. A conclusão é de um estudo divulgado nesta terça-feira (16) pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford.

De acordo com o relatório, plataformas como Facebook, YouTube e TikTok consolidaram sua posição como os canais mais utilizados para o consumo de notícias, refletindo uma mudança significativa nos hábitos informacionais da população mundial.

Jim Egan, principal autor do estudo, destacou que o cenário atual representa um marco para o setor da comunicação. Segundo ele, 2026 marca o momento em que as redes sociais e os serviços de vídeo deixam de ser apenas complementares e passam a liderar o acesso à informação em escala global.

Considerado uma das principais referências internacionais sobre consumo de notícias e transformação digital, o levantamento é publicado anualmente e acompanha as mudanças no comportamento das audiências, o impacto das plataformas tecnológicas e os desafios enfrentados pelo jornalismo.

O estudo também acende um alerta para a sustentabilidade econômica dos meios de comunicação tradicionais. Com a migração crescente do público para ambientes digitais controlados por grandes plataformas, empresas jornalísticas enfrentam dificuldades para manter modelos de negócio baseados em publicidade e assinaturas.

A pesquisa evidencia ainda a força dos conteúdos audiovisuais e dos algoritmos de recomendação, que influenciam cada vez mais a forma como as pessoas descobrem e consomem notícias. O fenômeno tem ampliado o alcance das informações, mas também gera preocupações relacionadas à disseminação de desinformação, à concentração de poder nas plataformas e à perda de relevância dos veículos jornalísticos convencionais.

(Com informações do Tilt UOL)

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