Investigação apura suposta influência digital em ataque cometido por adolescente contra o pai

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arma branca
Crédito: Brian A. Jackson

Um adolescente de 14 anos foi apreendido pela Polícia Militar de Pernambuco após esfaquear o próprio pai, de 43 anos, na zona oeste do Recife. O caso ocorreu na última quinta-feira (23) e está sendo investigado pelas autoridades, que apuram se o ato teria sido motivado por desafios ou influências recebidas por meio da plataforma de jogos Roblox.

De acordo com as informações iniciais, o adolescente afirmou aos policiais que teria sido desafiado por outros usuários da plataforma a atacar o pai e, em seguida, tirar a própria vida. Conforme o relato, a agressão ocorreu enquanto a vítima dormia no sofá de casa, após consumir bebida alcoólica.

Utilizando uma faca, o jovem desferiu seis golpes contra o pai. Ainda segundo as investigações preliminares, toda a ação teria sido gravada para posterior compartilhamento com integrantes do grupo virtual do qual participava.

Vizinhos prestaram socorro à vítima após ouvirem a movimentação na residência e acionaram a Polícia Militar. O homem foi encaminhado ao Hospital da Restauração, no Recife, onde recebeu atendimento médico e, posteriormente, recebeu alta hospitalar.

O adolescente foi conduzido à Delegacia de Atos Infracionais e, em razão de sua idade, está sujeito às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não sendo encaminhado ao sistema prisional comum. Inicialmente, ele permanecerá internado em uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase).

A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar se o crime foi efetivamente influenciado por terceiros por meio da internet ou se a alegação apresentada pelo adolescente não encontra respaldo nas provas. Para isso, os investigadores pretendem analisar dispositivos eletrônicos, mensagens e demais conteúdos digitais relacionados ao caso.

A plataforma Roblox é uma das mais populares do mundo entre crianças e adolescentes, permitindo a interação entre usuários por meio de jogos e canais de comunicação. Nos últimos anos, episódios envolvendo assédio, violência virtual, aliciamento e incentivo à prática de crimes têm levado autoridades e empresas de tecnologia a reforçar mecanismos de segurança e monitoramento dos ambientes digitais.

No Brasil, a classificação indicativa da plataforma foi alterada após mudanças regulatórias relacionadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, ampliando o debate sobre a responsabilidade de plataformas digitais, o controle parental e a prevenção de crimes praticados ou incentivados pela internet.

As circunstâncias do caso ainda serão apuradas pelas autoridades competentes, que deverão concluir se houve participação de terceiros ou eventual induzimento à prática do ato infracional.

(Com informações de Voxel/TecMundo por Felipe Vitor Vidal Neri)

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