
O Discord anunciou que passará a exigir verificação de idade dos usuários para permitir alterações em certas configurações e o acesso a conteúdos considerados sensíveis. A medida, que será aplicada globalmente a partir de março, valerá tanto para novas contas quanto para perfis já existentes.
Segundo a empresa, a confirmação de idade poderá ser realizada por meio de reconhecimento facial ou envio de documento de identificação, com a possibilidade de adoção de outros métodos futuramente, ainda não detalhados. A plataforma também informou que utilizará um modelo interno para identificar automaticamente se uma conta pertence a um adulto, reduzindo a necessidade de múltiplas verificações.
“Em algumas situações, poderá ser solicitado o uso de mais de um método, caso sejam necessárias informações adicionais para definir a faixa etária”, afirmou o Discord.
Após a validação da idade, o usuário terá acesso a experiências compatíveis com seu perfil etário. Apenas contas confirmadas como adultas poderão entrar em determinados canais e servidores. Além disso, mensagens enviadas por pessoas fora da lista de contatos serão direcionadas para uma caixa separada, recurso que só poderá ser alterado por adultos. A plataforma também emitirá alertas quando houver solicitações de amizade de usuários desconhecidos.
Proteção infantil em ambientes digitais
O Discord segue uma tendência de plataformas digitais de ampliar a segurança de crianças e adolescentes online. Neste ano, o YouTube anunciou o uso de inteligência artificial para identificar usuários com menos de 18 anos. Em 2025, o Roblox implementou um sistema de verificação de idade para todos os usuários, restringindo interações entre adultos e adolescentes, com validação por reconhecimento facial, documento e consentimento parental.
O TikTok, no início de 2026, lançou na Europa tecnologia de detecção etária baseada em análise de perfil, vídeos publicados e sinais comportamentais. Paralelamente, o ChatGPT também passou a exigir verificação de idade para reforçar a proteção de menores, com aplicação prevista em escala global.
Essas iniciativas refletem uma pressão crescente sobre empresas de tecnologia para aumentar a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.
(Com informações do site Polêmica Paraíba por Pedro Nery)
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