“Faraó dos Bitcoins” depõe à Justiça sobre suposto esquema envolvendo criptomoedas

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Créditos: Thai My Nguyen | iStock

Em depoimentos prestados à Justiça, Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, e sua esposa, Mirelis Zerpa, apresentaram versões sobre o funcionamento do esquema financeiro investigado pelas autoridades e sobre o destino dos valores movimentados pelo casal.

Segundo as investigações, Glaidson e Mirelis teriam movimentado mais de R$ 38 bilhões e feito aproximadamente 77 mil vítimas. Os depoimentos, divulgados pelo programa Fantástico, da TV Globo, também evidenciaram divergências entre as versões apresentadas pelos dois sobre a destinação de parte dos recursos.

Um dos pontos centrais do caso envolve uma carteira de criptomoedas mantida em um dispositivo físico sem conexão com a internet, conhecido como cold wallet ou carteira fria. O equipamento está sob custódia da Polícia Federal e armazenaria uma quantia bilionária em ativos digitais.

De acordo com as informações divulgadas, Glaidson seria a única pessoa que teria a senha necessária para acessar os ativos armazenados no dispositivo. A existência dessa carteira tornou-se um dos elementos de interesse das autoridades diante da possibilidade de localização e recuperação de valores relacionados ao esquema investigado.

As declarações prestadas pelo casal também apresentam diferenças quanto à origem, movimentação e destino dos recursos. As versões deverão ser confrontadas com as demais provas reunidas no processo e nas investigações conduzidas pelas autoridades.

O caso envolve acusações relacionadas a um complexo esquema financeiro baseado na captação e movimentação de recursos, com utilização de criptomoedas. A dimensão dos valores e o número de pessoas que teriam sido lesadas fizeram da investigação um dos maiores casos envolvendo investimentos em criptoativos no país.

A chamada “carteira fria” é um mecanismo utilizado para armazenar criptomoedas de maneira offline, reduzindo a exposição dos ativos a ataques virtuais. Embora ofereça maior proteção contra determinadas ameaças digitais, o acesso aos valores depende das chaves ou senhas necessárias para movimentar os ativos.

A eventual recuperação dos recursos dependerá da localização dos ativos, do acesso às chaves digitais e das medidas determinadas pela Justiça no curso dos processos relacionados ao caso.

(Com informações do UOL)

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